UNE ANNÉE INCONTOURNABLE. Le Règne des C2 de Français.

 

UNE ANNÉE INCONTOURNABLE.  Le Règne des C2 de Français.

AMAYA-CUADRO-COMPLETO-CON-FIRMA-WEBToute ressemblance avec des personnes existantes ou ayant existé est purement fortuite.

Le Règne des C2 de la première averse des C2 de français des Espagnes est prêt à se terminer. D’autres viendront avec leur couronne, plus ou moins préparés ; seulement, ils ne seront pas les premiers. Combien en seront-ils ? Peu importe ! Et en plus, cela a-t-il l’importance, être les premiers ? Ce n’est point une course ! Et enfin, outre que pour la satisfaction personnelle, ça ne sert à rien de pratique.

On ne peut même pas exhiber ce  diplôme ailleurs nos frontières. Et dans les nôtres ? Est-ce que ça sert à quelque chose dire : Moi, j’appartiens au Règne des Francophones espagnoles ?

Personne n’y attache aucune importance. Ni M. Hollande, ni son tout-puissant Ministre Valls n’ont proposé nulle réception…

L’importance donc, est chose de l’intérieur ; affaire de l’âme. Fierté d’appartenir à un groupe réduit. Groupe, si censé de devenir plus nombreux, ces derniers venus, ne feront que s’ajouter au noyau fondateur ; aux pionniers. Par conséquent, cet article n’est qu’un exercice de fierté ; de nombrilisme.

Et cet écrit se termine comme il a commencé : Toute ressemblance avec des personnes existantes ou ayant existé es purement fortuite.

Le Règne en images :


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Alcachofras grelhadas com Molho Verde

ALCACHOFRA-BNAlcachofras grelhadas com Molho Verde

Há um país chamado Espanha, no qual está a Comunidade Valenciana. Nesta última há uma região chamada “La Huerta Valenciana”. A alcachofra é a rainha da Huerta Valenciana.

Ingredientes.

. Dos ou mais alcachofras (boas alcachofras valencianas).
. Azeite.
. Sal grosso.
. Salsa.
. Um dente de alho.
. Meio limão
. Um pouco de água. (é prescindível)
. Uma garrafa de vinho branco (é imprescindível)

Primeiro fazemos o molho.

BODEGON-WEBPonha num almofariz uns grãos de sal gordo. Descasque o dente de alho. Sobre uma tábua de cortar, corte-o em pedaços pequenos. Verto o alho picado no almofariz. Pise-o com um pilão. Adicione salsa picada e pise tudo mais uma vez. Verta um pouco de azeite e continue a mexer. Um repuxo mais de azeite e continue a mexer. Esprema dentro o meio limão. Retire as sementes. Mexe mais uma vez e adicione um pouco de água. Isto último é facultativa.

Agora destampe uma garrafa de vinho branco. É a nossa vontade irmanar esta receita com os nossos vizinhos desconhecidos. Escolhemos para a ocasião um bom vinho branco português.  Um Douro branco, por exemplo. Pegue num copo bonito e verta o licor divino. Deguste o vinho e se é bom, beba mais um pouco. Se estivesse cheio de sede, beba o copo inteiro. Mas beba devagar. Não se esqueça, é um bom vinho. Já está feito o molho. E o cozinheiro está contente.

RAMILLETE-ALCACHOFRASDesfolhe as alcachofras, desvista-as como se fossem donzelas e deixe o coração delas desnudado. Sobre a mesma tábua de cortar, corte-as em fatias finas. Faça rápido, Assim nuas, elas oxidam-se cedo.  Uma frigideira ter de estar sobre o fogão a lume forte. Verta um pouco de azeite. Atenção, não é para fritar; é para grelhar. Ponha as fatias de alcachofra. Agora que estão a se dourar, é um momento ótimo para degustar um novo copo de vinho. Lembre-se, beba devagar. Vire as fatias si já estão douradas.  Caso necessário, adicione uma gota de azeite. Se tudo correu bem, deguste mais um copo de vinho. Se não, também. Deite uma pitada de sal. Sal gordo, com certeza. Já está.

Sirva as fatias, uma a uma, sobre um prato bonito. Se lhe trema o pulso  encha o último copo de vinho antes de jantar. Verta o vinho sobre as alcachofras e o molho no seu copo. Talvez não seja assim! Deus meu, já no me lembro. Alguém tem um copo de vinho?

As Palavras mais Usadas nos Fados.

A-FADISTA-3-PARA-WEB-1As Palavras mais Usadas nos Fados.

 

Quando se começa uma nova língua, enceta-se uma relação com ela que pode ser comparada, se os leitores me desculparem, com o inicio de un novo amor. Tudo é fascinação. Portanto, é um momento único de atenção. Os sentidos hão de estar alerta. Depois pode-se amar mais ou menos, mas as primeiras sensações são irrepetíveis. E, sobretudo, a rotina ainda não desfez o primeiro encanto/charme/feitiço.

A-FADISTA-3-PARA-WEB-4Aqueles que acharem que se pode aprofundar numa língua sem interessar-se pela cultura e as formas de vida do país que a entranha, estão errados. É só uma opinião. A música, as músicas são também hoje, ontem e, quem sabe, amanhã, a expressão de um povo, nomeadamente as tradicionais. Sobre tudo as musicas tradicionais. Há poucos países onde uma música tradicional que não está morta, mas antes viva, está em evolução, está a reinvertar-se… Estou a falar do fado. O fado é uma música do sentimento. É a grande música do sentimento urbano, irmanada com as outras músicas urbanas e do sentimento: o tango e o flamenco. Não há dúvida, o tango e o flamenco são mais conhecidos internacionalmente, mas atenção; o tango sabe-se que existe, mas hoje é ignorado pelos argentinos; o flamenco sabe-se que existe, mas os espanhóis não temos sabido perdoar que fosse mimado pela ditadura do velho Franco. Mas parece ser e, de facto, é, que o fado é amado, é ouvido, é cantado pelos portugueses. Talvez não sejam muitos em números absolutos, mas é uma grande percentagem.

A-FADISTA-3-PARA-WEB-3Este espanhol escrevinhador tinha ouvido a grande Amália Rodrigues. O único contacto com o mundo do fado era ela. Ela é o fado, com certeza, mas não é o fado todo. Quando este homem começa com a língua, ao mesmo tempo estreia-se com o fado. Com outros cantores, e, sobretudo outras cantoras. Também Amália, sempre Amália. O fado na voz das mulheres alcança outra dimensão. E o nosso homem vai-se intumescendo de língua e de fado.

A-FADISTA-3-PARA-WEB-2Agora que a primeira fascinação ainda está presente, o escrevinhador de cadernos cibernéticos quer pôr por escrito palavras, as palavras que sacudiram a sua sensibilidade, as palavras mais usadas nos fados. Se não são as mais usadas, pede desculpas, mas, por favor, não digam que está errado. Deixem-no sonhar.

As palavras:

A-FADISTA-3-webFado. Assim sabemos de que estamos a falar.

Fadista. Pessoa que escreve, compõe ou canta fados. Aquele que gosta dos fados. No contexto dos fados é homem ou mulher que vive uma e numa vida de fado. Às vezes identifica-se com o mesmo fado: Porque do fado sou eu.

Lisboa. A Cidade. Mulher, menina, moça e mãe. Tudo acontece em Lisboa. Não há mais cidade que Lisboa. Também está Coimbra, mas Coimbra, menina e moça… Não sei.

Deus. Tudo é por vontade de Deus, nomeadamente, no fado antigo.

Saudade. A saudade aperta, mas ao mesmo tempo é a origem de tudo; sem saudade não havia fado nem fadistas como eu.

Andarilho/andarilha. As criaturas do fado são andarilhas; vão de um fado a outro fado.

Mágoa, magoado. Condição sine qua non para ser fadista.

Dor. Quase o mesmo que mágoa, mas menos romântico.

Lua, noite. Tudo acontece na noite e a lua é a sua testemunha.

Céu, luar. O céu é o grande ecrã onde tudo se reflete. Luar e o milagre que o fadista procura a noite. Milagre do céu.

Loucura. Estado ideal do fadista. Bendita essa loucura de cantar e de sofrer.

Bairro. Para recalcar a origem humilde do fado.

Mar. Onde tudo começou e onde tudo vai morrer.

Gaivota. Se o galo é o animal totémico de Portugal, a gaivota é o animal do fado.

Xale. Uma fadista sem xale, não é ninguém.

Os nomes próprios do fado.

 

Tejo. É o Nilo de Lisboa. Eles não reconhecem, mas é a grande contribuição dos espanhóis ao fado, a Lisboa é a Portugal. Também o Douro, mas essa é outra história.

Alfama. Não tenham medo da fama /De Alfama mal afamada /A fama ás vezes difama /Gente boa, gente honrada… (Ricardo Ribeiro).

Os verbos do fado.

 

Lembrar, esquecer. As duas faces da mesma moeda.

Morrer. Pensamento onipresente do fadista.

Sofrer. Sentimento de auto-complacência.

Olhar. Usa-se, sobretudo, como substantivo.

Bater. O coração bate. É uma ação independente. A vontade não intervém.

As mais destacadas.

 

Peito, janela, coração. Tudo está no peito. O coração está no peito. E o fado é a música das janelas.

 

Manuel de Portugal

 

 

Un Amoureux Inquiet de l’Orthographe

             Un Amoureux Inquiet de l’Orthographe

  SERVICIO-DE-ESCRIBIR-PAR-MANUEL-GEOMETRA    L’hiver, quand il y en a, les amoureux hivernent. Heureusement cet année il y en a. Eux, les amoureux, par conséquent hivernent. Moi, humble solitaire je déduis que pendant cette merveilleuse saison il y aura des tas de filles, des femmes de tout genre non aimées. Alors, poussé par mon  esprit sylvestre et guilleret. je guète, je surveille, j’attends ma chance. Je flâne dans les rues balayées par le vent du nord. Fourré dans mon gros manteau, coiffé de mon feutre gris, je ressemble à monsieur l’hiver qui s’approche, mais que personne ne veut voir. Cette invisibilité est avantageuse; je les admire à plaisir. Elles sont tellement charmantes dans leurs fourrures chaudes. Mais leur cœur; il restera glacé sans un peu d’amour. Et le temps passe, passe, passe le temps…

      J’ai réussi, je suis tombé amoureux. Quelle joie! Qu’elle est belle cette saison! Qu’elle est belle la couleur crue du ciel, des cieux. Le platane énorme et nu de mon jardin semble se réjouir aussi.

     Et elle, que pourrais-je vous dire? Qu’elle a les lèvres violacées, froides qui attendent un peu de chaleur? Que ses yeux, comme le grand bleu, mon Dieu, quels yeux! Elle, elle ne sait rien encore, mais elle saura. Elle va commencer à savoir. Je lui écris. J’ai connu son adresse par un pur hasard; j’ai interrogé un concurrent! Cela ne sent pas le génie? Mais le genre épistolaire me pose un problème. Oui! Vous ne croirez pas vos yeux, mais si, c’est vrai. J’ai un document. Voici le lien:

    https://youtu.be/qhzrKzWqqqk

      Manuel de Français

As Sessenta e nove mais Dez da Língua Portuguesa.

      As Sessenta e nove mais Dez da Língua Portuguesa.

CAPÉU-DE-CHUVA-POR-MANUEL-GEOMETRA

Não peço desculpas porque ainda não ofendi. A primeira impressão de um espanhol  com a língua portuguesa é que é uma língua primitiva. Como quando crianças falamos mal o nosso espanhol. Agora sim, se ofendi peço desculpas. Depois, às vezes, não sempre, mas às vezes descubro uma língua sofisticada, aliás, caprichosa, mas sempre divertida. Posso dizer que gosto de português.

Agora, vou escrever as setenta e nove (sessenta e nove mais dez) pérolas do português do primeiro quadrimestre do primeiro ano. Não é sempre o mais importante, mas o importante também pode estar. É uma seleção muito pessoal.               Pois vamos lá.

 

As Sessenta e nove

1.         O primeiro dia é a segunda-feira. (Não esta mal, não esta?)
Terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira. Sábado e domingo.
Não há primeira-feira!

2.         Chamo-me Manuel /sou o Manuel. E o senhor, como se chama? / Como é que se        chama?

3.         Eu vou lá ter. (esp. ya voy)

4.         Eu sou viúvo.

5.         Além disso. (esp. además)

6.         O que gosta de fazer nos tempos livres?

7.         Gostamos de conhecer as pessoas do formoso mondo. (*)

8.         A Revolução dos Cravos. (*)

9.         As minhas desculpas.

10.       Levantar dinheiro. (esp. sacar dentro)

11.       Um lápis, uma lapiseira (esp. un lápiz, un portaminas) (cat. val. un llápis =una                     llapisera)

12        Puxador, puxe, empurre. (esp. maneta/manivela, tire, empuje)

13.       Talheres: faca, garfo, colher (não traduzo).

14.       Uma imperial, duas imperiais, um fino. (O maravilhoso mondo da cerveja)

15        Escovo os dentes com a escova de dente.

16.       Candeeiro (Todo o que faz luz é um candeeiro, economia da língua).

17.       Bom dia faça o favor de dizer.

18.       Melhor fico no aeroporto! (**)

20.       Adeusinho!

21        O que está a fazer? Esta a dormir.

22        Quem não arrisca não petisca. (*) (esp. quien no arriesga no gana) Petiscar (esp.              picar,            tomar picaditas).

23.       Presunto (esp. jamón) (presunto… lo que nos sirven cuando pedimos jamón                       ibérico)

24.       Uma chávena (esp. una taza) um carioca de limão (agua caliente con rodaja de                limón,   me recuerda una aventura de Astérix que algún día contaré)

25.       Queixo, queijo – doce, marmelada (esp. quijada, queso – mermelada, mermelada                 de     membrillo)

26.       Que horas são? São onzehoras. É uma hora.

27.       Magoar-se, magoado, mágoa. (esp. lastimarse, lastimado, dolor/pena del alma).

28.       Ir ter com alguém. (esp. ir al encuentro de alguien).

29 .      Todo (adjetivo / advérbio) Tudo (pronome)

30.       No entanto (esp. sin embargo)

31.       Por volta das oito / dez, sete… (esp. alrededor de las ocho…)

32        Salsa (esp. perejil), Molho (esp. salsa)

33        Ela ressona (esp. ronca)

34.       Animais de estimação (esp. animales de compañía)

35.       Parvoíces dos políticos (não traduzo)

36.       Todos (palavra mágica) (*)

37        À crase, ã til, á acento agudo, â acento circunflexo.

38.       A ementa, a lista.

39.       Isto é canja (esp. es muy fácil)

40.       Ontem, hoje, amanhã

41.       Troco já!

42.       Onde fica o mondo?

Eu fico duas noites no hotel. O hotel fica no bairro alto. O bairro alto fica na cidade.                A  cidade fica no pais. O pais fica no continente. O continente fica no mondo.

43.       Estou a falar.

44.       Combino com os meus amigos.

45.       Lembrar-se ≠ esquecer-se

46.       Quanto é? Quanto custa? Qual é o preço?

47.       O lusco-fusco (esp. ~penumbra)

48.       Eu convido  a Ágata. Eu convido o João. (não à Ágata, não ao João)

50.       quanto tempo que a Sagrario mora em Valência?

51.       Desde quando é que a Sagrario mora em Valência?

52        Pelos quatro cantos do mondo (*)

53.       Arranjas-te rápido? Também te arranjas? Arranjas-te também rápido? (Os                           mistérios do também)

54.       Aos domingos descansamos.

55.       No domingo passado não descansamos.

56.       Às segundas tenho aulas.

57.       Na segunda próxima combino com amigos.

58.       Aos sábados levanto-me tarde.

59.       No sábado próximo vamos fazer mergulhos.

60.       Tenho que cozinhar = Tenho de cozinhar.

61.       Grande – maior enorme /máximo. Pequeno – mais pequeno – mínimo. Bom / boa –                melhor – ótimo. mau / má – pior – péssimo. Fácil – facílimo – ? Difícil – dificílimo – ?               Giro –  giríssimo – ? Muito – melhor / mais – muitíssimo.

62.       Tarde ≠ cedo.

63.       Longe ≠ perto

64.       Curto ≠ comprido

65.       Largo ≠ estreito

66.       Ótimo, bairro, gaivota. (Simpático como quando fomos crianças)

67.       Vou à casa e pego num chapéu de chuva.Vou para casa e deito-me.

68        Saio de casa

69.       Chego ao trabalho.

 

As Dez Pérolas.

70.       Um chapéu de Chuva.

71.       Um  guarda fatos, um armário embutido.

72.       Conosco (esp. con nosotros)

73        Em dinheiro. A dinheiro vivo.

74.       Não faz mal. Desculpe! Se faz favor. Obrigado! Obrigado eu!

75.       Apanhar – ir.

Eu apanho: o autocarro, o comboio, o metro o elétrico a bicicleta, a trotineta…

Todo o que apanho vou:

Vou de carro                mas vou no carro do Rui (***).
Vou de metro               mas vou no metro nº 5.
Vou de bicicleta           mas vou na bicicleta da Mafalda.(***)

Como o pé, eu não posso apanhar, acho eu:

Vou a
Vou a cavalo (Posso apanhar o cavalo?)

76.       Todos os anos. Às vezes

77.       Está calor aqui, não está? Não tens vinte anos, pois não?

78.       Um espanhol acha:

Quase qualquer português tem um escritório e ao interior uma secretária. Então,                 não são tão pobrinhos , pois não? Segundo então: A secretária é pequena, mais                 pequena ou mínima.

79.       Como conheço bem o que tomo de manhã, não tomo um pequeno-almoço; tomo o               pequeno almoço.

Querem mais alguma coisa?

 

Manuel de Portugal.

Botellas Sin Transición. Bares que Lugares.

 Botellas Sin Transición. Bares que Lugares.

 

    BOTTLE        Había quedado con ella. Le había conseguido arrancar una cita. En un bar, algo discreto, con poco público, pues no todos saben apreciar los buenos lugares. En previsión de esa cita me había ido dejando crecer el bigote y la víspera de la cita…, he de confesarlo, me engominé las puntas. Dormí con una redecilla, boca arriba; a buen seguro ronqué, pero es tan triste; no tengo a quién. Ya no tengo a quién. Por eso aquella cita me tenía en un sin vivir.

            La ducha de la mañana tuvo su aquél. No sabía cómo conducirme pues suelo dejar que la lluvia que escupe el rociador me golpeé la cara; así que no me creí despejado en toda la mañana. Comí frugalmente y perdoné la siesta, cosa que no ocurría desde la llegada del euro, para no arruinar mi magnifico bigote. La cita era para las siete, las diecinueve como anuncian en las estaciones de tren. Hora ideal, que permite, caso de que no avance bien la velada, pretextar una cena con la madre, que se ha quedado sola… Si la cosa promete, siempre se puede sacar el recurso de invitar a cenar.

            La cosa cuando promete, ya me habrán entendido, significa, tras una buena maceración, preguntarse por donde colgar la ropa. Muchos años de educación como varón tienen la culpa de esa fijación  de pensar que las copichuelas, la cena y luego más copichuelas son el preámbulo de algo que casi nunca sucede, ¿pero quién sabe? Si al menos supiera lo que piensan ellas… ¿Y si pensaran lo mismo,  pero por una falta de comunicación, no lo percibiéramos?

            Me vestí cuidadosamente, decidí engominarme también el pelo; ya saben lo brillante que queda. Me hice raya al medio. Me enfundé un traje que los modernos: hipsters, runners y demás fauna llamarían vintage… Hago un inciso sobre la palabra en cuestión. En nuestros días, en que cualquier neologismo intentamos pronunciar “a la inglesa”, pues creemos que no hay otra más que la lengua única, por alguna curiosa razón, esta palabra solemos pronunciar, más o menos a la francesa, algo así como [ventash], discúlpenme la transcripción nada científica, muy de andar por casa. ¡Error! Según me contó un sesudo profesor de inglés, en verdad es una voz inglesa y deberíamos pronunciar algo así como [vintish]. Reitero mis disculpas.

            Pero volviendo a mi indumentaria, en verdad era una levita de mi tío-abuelo Leopoldo. Me vi bien en el espejo, ni siquiera había de ponerme postizo alguno; mi barriguita era natural. Pero quise bordarlo; la herencia de Leopoldo me viene por parte de padre. Por parte de mi madre hubo el tío Anselmo. Me puse su monóculo, al fin y al cabo es lo único que nos dejó, repetía mi madre.

            Sé que el concepto del dandismo se ha perdido, mas yo me sentí muy dandi. Intuía que iba a triunfar. Llegué con ligero retraso, de lo cual no piensen que me siento satisfecho. Mi Julieta ya estaba allí. Por la expresión de su cara comprendí que había valido la pena la puesta en escena. Ella iba muy natural; ya saben lo sencillas que son las mujeres con la ropa y con el peinado. Nosotros, sin embargo, tenemos esa servidumbre. ¡Ay, condición de varón!

            Ella, al principio daba idea de querer escapar, pero ya saben cómo las apariencias engañan; seguramente estaría impresionada. Pedí una botella, sólo para que se serenara, sin doble intención. Si les sigo relatando por lo menudo el lance, corro el peligro de no ser creído. Pero por fortuna para mi reputación hay un documento gráfico y sonoro. Les dejo con él.

https://youtu.be/UUYKgvSFaT8

            El Morocho del Abasto.

SOBRE EL NUEVO HIMNO DEL CUERPO NACIONAL DE POLICIA.

SOBRE EL NUEVO HIMNO DEL CUERPO NACIONAL DE POLICIA.

 

PREMIO PARA LA CREACIÓN DE LA LETRA DEL HIMNO OFICIAL DE           LA POLICÍA NACIONAL.

 

En el primer trimestre del año en curso se convocó el premio cuyo enunciado da título a este escrito. Era preceptivo entregar las composiciones antes de las 14:00 horas del 25 de Abril de 2016, a la siguiente dirección: C/ Conde de Aranda, núm. 16 – 3º Izq. – 28001 Madrid. Según fuentes de la organizadora del concurso se presentaron 420 propuestas; una de ellas fue la nuestra, mas no resultó vencedora.

Transcribimos a continuación la nota de la resolución del premio a la letra del himno del CNP.

 

REUNIÓN DEL JURADO PARA LA LETRA AL HIMNO DEL CUERPO NACIONAL DE POLICÍA

En Madrid, en la sala de reuniones de la Dirección General de la Policía, sita en el calle Miguel Ángel nº 5, siendo las 13:00 horas del día 29 de Junio de 2016, se reúne el jurado para la selección de la letra al himno del CNP, con la asistencia de los miembros a continuación relacionados:  

  • · D. Carlos Conde Duque, Delegado del Presidente de la FPE, actúa como· presidente del jurado, en ausencia del Director General de la Policía, Don Ignacio Cosidó Gutierrez.
  • · D. José Manuel Pérez Pérez, en sustitución del Director General de la Policía.
  • D. Félix Simón Romero, Patrón F.P.E

.·  D. José Susi López, ex-Director Banda Sinfónica Policía

.·  D. Enrique García Asensio, Profesor Dirección Orquesta RCSMM.

  • D. Rafael Soler Medem, experto en el ámbito literario, artístico y musical.
  • D. Ricardo Bellveser Icardo, experto en el ámbito literario artístico y músical.
  • D. Mario Hernández Lores, Director Gerente FPE, que actúa como secretario.

Tras la oportuna deliberación, el jurado decide, otorgar el premio a la letra del himno del Cuerpo Nacional de Policía, al autor con seudónimo “Radamés” y letra titulada “Tesón de hierro”. A continuación, el presidente procede a abrir la plica, que se encuentra en sobre cerrado, resultando ser el autor elegido: Don José Manuel Conde Pérez.

 

“Tesón de hierro” Autor: Radamés

 

Brilla en mis ojos luz serena de templanza A(13)

Late en mi pecho firme el pulso del honor B(12)

Tienden mis manos un apoyo sin distancias A(13)

Corre en mi sangre como un rio la pasión B(12)

Forjan mi espíritu la Ley y la Justicia A(13)

Son el motivo de mi noble voluntad B(12)

Surge el coraje como brisa que acaricia A(13)

Para velar por el Derecho y la Verdad B(12)

(Estribillo. Coro central)

POLICIA NACIONAL A(8)

Mi corazón no conoce el desaliento B(12)

Tesón de hierro sostiene los cimientos B(12)

De la Concordia, el Respeto y la Igualdad A(12)

POLICIA NACIONAL A(8)

Misión audaz para un mundo más seguro B(12)

Labor tenaz en defensa del futuro B(12)

De los Valores, la Paz y la Libertad A(12)

Aura de júbilo cautiva mi semblante A(13)

Siempre que afronto el Servicio y el Deber B(12)

Mi pundonor se torna seña y baluarte A(13)

Cuando es preciso al Ciudadano proteger B(12)

Visto de España con orgullo su Bandera A(13)

Doy por su bien hasta la vida sin dudar B(12)

Con la Razón como horizonte y compañera A(13)

El mal combato con valiente Lealtad B(12)

 (Estribillo. Coro central)

POLICIA NACIONAL

 

El ganador, como recoge la nota, fue don José Manuel Conde Pérez, barítono compositor y maestro de canto, según se destaca en algunas reseñas.

Siendo que en su persona concurren tales habilidades, entendemos que cumple con uno de los requisitos de la convocatoria, a saber:

Deberá ser original e inédita, de fácil entonación y adecuada para ser cantada a capela.

Ahora bien, la convocatoria recogía, entre sus bases unas consideraciones previas y otros requisitos; son los siguientes:

Primera. Antecedentes históricos del Himno.

El himno fue el símbolo de identidad del cuerpo armado de la Policía hasta la unificación. Si bien gran parte de los valores, misiones y servicios que se expresan en el anterior himno continúan siendo claves de la identidad policial, pero por el carácter militar de una parte de la composición y la situación de la configuración del Estado actual, no se considera apropiado para una Policía de identidad puramente civil..

Segunda. Objeto

El himno de la Policía Nacional constituye el símbolo de identidad institucional en el que se reflejan sus principios, valores, código ético, ciencia y tecnología e historia de la Policía Nacional, así como por la humanidad, dedicación y sacrificio de las personas que la conforman, todos ellos orientados por su misión y visión de servicio público.

En virtud de lo expresado la Fundación Policía Española convoca concurso público para la creación de la letra del himno oficial de la Policía Nacional.

Punto 1:

Solo contendrá lengua española.

Podrá pertenecer a uno o varios autores (que en ningún caso aparecerá su nombre o identificación, figurando siempre bajo seudónimo).

Resaltará los principios, valores, código ético, ciencia y tecnología, historia, así como la dedicación y sacrificio de sus miembros en pos del servicio público.

Estará dividida en dos o tres bloques de dos estrofas cada uno, incluyendo un coro central.

 

A favor del ganador podemos decir que es un texto lírico, heroico, bien escrito y en cuanto a la forma se ajusta a lo solicitado. Añadimos que en el ejercicio de su libertad le asiste el derecho de haberlo presentado.

De la consideración primera, antecedentes del himno, se desprende que la pretensión principal era desmarcarse del carácter militar, cuestión, que a nuestro entender, no consigue del todo el texto seleccionado. De las bases se evidencia la voluntad de elegir un himno que sin renunciar a los valores tradicionales marque la evolución y modernidad del Cuerpo Nacional. El texto elegido es atemporal, arma de doble filo; bien podría haberse escrito en el siglo XIX.

Se centra en principios y valores de antaño, que está bien conservar, pero no recoge nada de los que los tiempos actuales impone. Sobre todo obvia dos puntos esenciales; esos que marcan la evolución y modernidad, a saber: ciencia y tecnología e historia.

Por lo expuesto, concluimos que el jurado ha elegido un himno lírico, bonito y heroico, literariamente correcto, pero que no responde, en su totalidad, a lo solicitado.

La redacción de este artículo puede sonar a pataleta de no seleccionado; no lo descartamos, así que, sin más retórica, procedemos a exhibir nuestra composición, razón última de este artículo:

 

HIMNO CNP

En toda villa, ciudad o capital,
si de almas se puebla en más de veinte mil,
se instala una fuerza de orden civil:
la Policía del Cuerpo Nacional.

Expidiendo fes de identidades.
Por el libre ejercicio velando,
la seguridad garantizando;
de la ciencia asumiendo novedades.

coro                                 Es el uniforme nuestra identidad.
La placa en el pecho: nuestra divisa.
El porte gallardo es el que avisa;
la Ley y el Orden nuestra finalidad.

De armas somos legítimos portadores.
Más que privilegio, responsabilidad.
De la fuerza el uso, eventualidad;
del débil somos seguros protectores.

Si algún día fuimos, no renegamos,
del color de un cielo lluvioso,
luego de la tierra color decoroso;
hoy al azul, su intensidad no negamos.

coro                       Es el uniforme nuestra identidad,
la placa en el pecho nuestra divisa,
el porte gallardo es el que avisa;
la Ley y el Orden nuestra finalidad.

De un pasado exclusivo, varonil,
ahora marchamos hombres y mujeres,
juntos atentos a nuestros deberes;
reflejo es de la sociedad civil.

Nuestra lealtad es para el Rey,
nuestro amparo la Constitución.
Es del servicio nuestra devoción:
servir al ciudadano, nuestra grey.

coro                       Es el uniforme nuestra identidad.
La placa en el pecho: nuestra divisa.
El porte gallardo es el que avisa;
la Ley y el Orden nuestra finalidad.

 

                        El Morocho del Abasto

 


LA BLONDE

            LA BLONDE

    LA-BLONDE-web Aujourd’hui, comme il m’arrive souvent, je déjeunais tout seul. Dans un bistrot bon marché à prix fixe. Cela ne m’empêche pas, de temps en temps, de gouter un bon vin. Le vin d’aujourd’hui était plutôt un petit vin du terroir. Mais du vin, pas du vinaigre. Parfois la formule, d’un seul plat, inclut un petit dessert. Mon esprit était plongé dans un bol de lentilles « a la Riojana », l’on prétendait. Vraiment, c’était un de ces jours de plat à cuillère bien chaud et d’un bon verre de rouge. Dehors, la pluie avait cessé. Les carreaux des dalles du trottoir, d’habitude grisâtres, étaient devenus presque noirs.

     À l’intérieur deux hommes discutaient. Je les écoutais distrait entre cuillerée et cuillerée. Les lentilles avaient un arrière-gout bizarre que je n’arrivais point à identifier. Les hommes, cachés à ma vue, par cause d’un pilier de la salle, avaient cessé de discuter ; ils se disputaient. Le sujet, éternel chez nous les valenciens : si notre langue régionale est différente du catalan. L’un d’eux, le plus animé, voire colérique, défendait l’indépendance de notre langue valencienne. L’autre, condescendant, manifestait : « d’accord, appelle-la valencien, si tu veux ». Le premier, plus encouragé, n’acceptait pas ce pourboire ; pour lui ce n’était pas question de dénomination, mais de différence. Il s’appuyait sur le fait que si une langue existe, elle a des auteurs et de la littérature. Et que c’était un fait qu’il n’y a  aucun  ouvrage « catalan » antérieur à « Tirant Lo Blanc » de Joanot Martorell, homme de lettres valenciennes. De l’autre côté de la salle, un vieux paroissien mangeait sa soupe insensible à la bagarre.

     Soudain, la serveuse et patronne émergea du pilier. Elle avait assisté fort amusée à la dispute. Seulement elle essayait de maintenir les décibels dans un ordre de grandeur acceptable.

     —Surtout ne m’effrayez pas cet homme— dit-elle.

     L’homme c’était moi. En passant devant ma table, elle me cligna d’un œil. À l’attente du petit dessert, crème catalane brulée, je repris mon Maigret, page 22. Les deux hommes se mirent debout et s’écartèrent l’un de l’autre. S’étaient-ils vraiment fâchés ? Seulement un instant je les ai eus sous mes yeux. Tous les deux savouraient déjà la retraite. Moi, je savourais la crème catalane. Eux, ils s’étaient disputés pour la cause catalane. La crème finie, je repris à nouveau mon roman. Page 24. L’un d’eux, le défenseur du catalan sortit. L’autre, le plus bruyant fit un tour de la salle. Mon thé noir arriva. Ensuite arriva le défenseur du valencien. Il s’habillait d’un manteau vert énorme pour couvrir son imposante carrure. Une barbiche mal soignée cachait la rougeur de son teint. Rougeur de libations. Il se plaça devant moi.

     —Excusez-moi, monsieur, si je vous ai gêné… Tiens, un homme qui lit —s’exclama-t-      il ! —Quelle émerveille !

     Ensuite, il tira d’un sac à provisions, que je n’avais pas aperçu, un livre mince. Il se présenta comme l’auteur du bouquin. C’était un livre de poésie. Puis il ajouta :

     —Ingénieur retraité et poète à l’occasion.

     Ensuite :

     —J’écris des poèmes ; des sonnets et des haïkus.

     —Des haïkus aussi ?— Ce n’est pas une perversion ?

     Il fit un geste comme disant « c’est l’époque… ». Puis, il m’apprit la soi-disant métrique du Haïku. Sa conversation était vivante ; il passait d’un sujet à l’autre tandis que je feuilletais son ouvrage.

     —Mes félicitations— conclus-je en lui rendant sa carte de présentation.

     J’avais envisagé qu’il essayait de vendre ses sonnets. Mais non, il le prit tout naturellement et le rangea à nouveau dans son sac. Mais il ne se tut pas. Il interrompit, juste une seconde son bavardage, prit un air rêveur et continua :

     —Mon père fut collègue d’Antonio Machado au lycée de Soria. Il enseignait les maths el Machado le français. Mais mon père fut chassé de l’enseignement. Il était castillan, ma mère (je ne me souviens plus), et à cause du déménagement forcé je devais naître à Valencia…

     >Or, ma mère, se trouvant à Requena, dut-y accoucher. C’est la preuve de que j’y suis né à cause ou pour la faute du vieux Franco. Étant donné que Requena n’est point une zone où l’on parle le valencien, je ne le parle guère. Mais ça m’énerve d’écouter que le valencien est catalan…

     Très amusé je bus mon thé (Dammann Frères) à petites gorgées. À la fin, l’homme prit congé de moi, tout en s’excusant du vacarme avec son ami. Son ami n’était point fâché ; il était sorti avant, tout simplement pour fumer une cigarette, mais lorsque celui-ci partit, mon bavard ne l’accompagna pas et resta à me chauffer l’oreille.

     Tout amusé que j’étais, à un moment donné j’eus un frisson, quelque chose d’imprécis qui ne dura qu’une minute : je regardais, comme dans la boule à cristal d’une sorcière et je me vis, dans dix ou quinze ans, à faire le tour des cafés et à casser les pieds des attablés avec mes proses.

     D’un pas morne, je me dirigeais vers la sortie ; mon causeur resta dégustant, maintenant, un Rioja ; il devrait avoir soif. Je fermais lentement la porte de la Blonde et je partis de mon cœur à mes affaires. La patronne était brune.

         Manuel de Français

 

 

Sesudas Inquisiciones sobre la Lengua Portuguesa. Desvaríos de un estudiante español y debutante.

            Sesudas Inquisiciones sobre la Lengua Portuguesa.

            Desvaríos de un estudiante español y debutante.

 

       EL-REPARTO-web     Cuando España y Portugal se repartieron el mundo por conocer, allá por el 1494, en virtud del tratado de Tordesillas, se repartieron y de ello nadie habla, también el abecedario. Según los historiadores, de este reparto, salieron vencedores los portugueses.

            Así pues, como ganadores, se arrogaron también el derecho a elegir primero en el abecedario. Aquí no cabía la exclusividad, pero sí la preeminencia.

            Movieron ficha primo y eligieron la “m”; para nosotros quedaba la “n”. De resultas, los lusos se engolosinaban con: um, uma, algum, alguma, alguém, nenhum…; nosotros decimos, no sin orgullo:  un, una, algún, alguna, alguien, ninguno… Les gustó tanto la “m” que para reafirmarse, la añadieron a la afirmación por excelencia; así afirmaban con su sim, mientras que nosotros nos quedábamos con un parco sí. Quizás les llegó un remordimiento postrero y aunque lo mantuvieron en la grafía, no lo pronunciaban. Distintivo de una nasalidad a la francesa. ¿Guiño, pasando por encima de nosotros, al vecino transpirenaico? Por ello, Amália Rodrigues se escandalizaba y pedía a la capital de su país: Lisboa não sejas francesa, tu és portuguesa, tu es só para nós.

            Nadie domina el abecedario si no gobierna sobre las vocales. Aquí también quisieron ser primeros. Se hizo, no obstante, un acuerdo previo; se estableció una zona de no beligerancia, una muestra de amabilidad. La “a” sería de todos; todos usarían de ella con prodigalidad, pues con ella se construye madre y mãe, que es en definitiva donde empieza la vida. Tras este gesto de fair-play, siglos antes de que se acuñara el término, se reanudaron las hostilidades.

            Los lusos eligieron para sí la “e”, dejándonos la “i”. Después, un cierto arrepentimiento les hizo otorgar a la “e” propiedades de “i”. Comprendieron que la conjunción copulativa en español, “y” era mucho más elegante; así le dieron esta gracia a su austera “e”.

            Eligieron de nuevo, aquí no podemos equivocarnos pensaron y adoptaron la “o”, dejándonos la “u” ya que sus referentes, los franceses la pronunciaban tan cursi. De nuevo, otra vez tarde, comprendieron que una “u” pronunciada a tiempo, tampoco deslucía y le concedieron a la mentada “o” esta propiedad. Tan contentos quedaron del trueque que lo emplearon, por partida doble, para su adorado país; así Portugal se lee [Purtugal] *.

            Tras este trueque, les llegó otro nuevo arrepentimiento y quisieron reafirmarse en el sonido “o” que, como se sabe, es el más redondo de todos. De nuevo recurrieron a una treta “a la francesa”, pero invertida. Así como nuestros vecinos del norte para conseguir una “u” que diera verdadero miedo, le antecedieron una “o”, formando el dígrafo “ou”= [u]*, nuestros vecinos del este adoptaron el mismo dígrafo para el sonido [o]. Sou de Portugal [Só de Purtugal]*.

            Tras esta guerra de la vocales, una vez conseguidas, al igual que un pueblo, en este caso el español, que anduvo reclamando una vacuna contra la gripe aviar y, una vez conseguida, proclamó: ¡Ahora no la quiero!, así nuestros amigos, los portugueses decidieron comerse las vocales uniendo consonantes. ¿Al estilo germánico? ¿Quién sabe?, pero esto es objeto de otra historia.

            A la espera de una nueva entrega, nos despedimos con un manifiesto: Eu gosto muito de português!

 EL-REPARTO-web

            Manuel de Portugal

[ ] * Algunas transcripciones fonéticas, más que libres, son libérrimas. 

I’m your Man. Leonard Cohen.

 I’m your Man. Leonard Cohen.

 

         LEONARD-COHEN-PARA-WEB   Aquí en España, a nivel de gran público, lo conocimos cuando irrumpió en nuestra pequeña pantalla, en algún espacio musical, quizás a finales de los ochenta. Ya era una figura consagrada y los iniciados, incluso en España, ya lo conocían. Me llamó la atención, especialmente, el aura camp en la que se envolvía. La quietud de su estampa, el tono quedo de su voz y el micrófono retro, ahora dirían “vintage”, tras el que ocultaba su boca susurrante. También el poco trabajo que les daba a las chicas del coro, que le acompañaban. ¿Forzaban la imagen al blanco y negro? Quizás no fuera así, pero así lo recuerdo.

            Ahora, al rememorar, me llama también la atención, mi propia reacción: rara vez presto atención a los artistas que pertenecen a esa entelequia que denomino “el mundo anglo-sajón”, salvo contadas ocasiones. Que nadie siga mi ejemplo, son cosas mías, ¿acaso una pueril autodefensa contra esa culturilla que nos invade? El caso es que a al flemático Cohen no se lo tuve en cuenta.

            Más tarde conocí lo que le animó a lanzarse al mundo de la canción. Al parecer ya había escrito algunas letrillas, pero un cierto pudor le impedía intentar interpretarlas en público. Un día, realidad o ficción, cuentan que oyó a Bob Dylan por la radio y se dijo: ¡Si éste se atreve, yo también! Y así, según parece, empezó todo.

            En mi tierna juventud, no es una frase hecha, bueno sí, aunque fue tierna, me llegaban ecos de los conciertos en la británica Isla de Wight. Más que de los conciertos, en verdad, del ambiente libertino que allí se vivía. Tampoco esto me llamó especialmente la atención. Muchos, muchísimos años después, cuando ya era este escribidor de bitácoras un admirado entregado, pero tranquilo, del bate canadiense, me regalaron un disco antiguo. Incluía un DVD de su participación en uno de los conciertos en la isla de Wight. Corría el año de 1970. Un calmo, muy calmo y joven Leonard Cohen se exponía sobre un escenario ante una descomunal campa de espectadores yacientes y adormilados. Algunos, no pocos, sin embargo estaban atentos. Eran las cuatro de la madrugad, aproximadamente. Él vestía una suerte de chaqueta sahariana arrugada a más no poder, pijama declaro él, pelo largo, barba de algún día y guitarra en ristre. Allí con flema casi exasperante, desgranó sus canciones con la casi inapreciable, pero preciosa colaboración de sus coristas… Repasando la lista de las canciones, una vez más constato, que los artistas de larga trayectoria, a una edad bastante temprana, ya habían compuesto lo mejor de su repertorio.  Cohen tenía, a la sazón,  treinta y cinco años. De entre las canciones allí susurradas evoco: “So long Marianne, That’s not way to say goodby, Suzanne, The Partisan, Famous Blue Rain Coat…

            Resulta curioso, cuando un artista entra a formar parte del universo privado, sentimental, de un paseante, cómo una reseña, una imagen evocada… Al que les escribe, envilecido por la vida, un buen día le dio por estudiar alemán. Un librito de lectura, adaptado, de los que fabrica la factoría Langensheidt, contenía una escena en la que una joven alemana adolescente, como signo de rebeldía, se encerraba en su habitación y ponía “a todo volumen”, como si ello fuera posible, un disco de Cohen: “Songs of love and hate”. ¡Menudo signo de rebeldía!

            Toda su discografía, salvo algún olvido, es en inglés. Sin embargo, en una de las primeras canciones,  que escuchó este redactor, The Partisan, hay un homenaje precioso a otra lengua. Cada vez que la oye, espera con impaciencia, ese párrafo, esos versos:

            J’ai changé cent fois de nom,

            j’ai perdu femme et enfant,

            mais j’ai tant d’amis.

            J’ai la France entière.

            Un vieil homme, dans un grenier,

            pour la nuit nous a cachés.

            Les allemands l’ont pris.

            Il est mort sans surprise.

            Se le concedió el Premio Principe de Asturias de las Letras. En su discurso quiso destacar que un muchacho español, que tocaba flamenco en un parque de Montreal, le enseñó a tocar la guitarra española. Tan solo seis acordes; la base del flamenco. El premio se le concedió  en 2011. Hace un mes escaso, se anunció el Nobel de las Letras para Bob Dylan. Quizás el próximo sea para Cohen, razonó un servidor. Pero no le ha dado tiempo. Descanse en paz.

                        El Morocho del Abasto