As Sessenta e nove mais Dez da Língua Portuguesa.

      As Sessenta e nove mais Dez da Língua Portuguesa.

CAPÉU-DE-CHUVA-POR-MANUEL-GEOMETRA

Não peço desculpas porque ainda não ofendi. A primeira impressão de um espanhol  com a língua portuguesa é que é uma língua primitiva. Como quando crianças falamos mal o nosso espanhol. Agora sim, se ofendi peço desculpas. Depois, às vezes, não sempre, mas às vezes descubro uma língua sofisticada, aliás, caprichosa, mas sempre divertida. Posso dizer que gosto de português.

Agora, vou escrever as setenta e nove (sessenta e nove mais dez) pérolas do português do primeiro quadrimestre do primeiro ano. Não é sempre o mais importante, mas o importante também pode estar. É uma seleção muito pessoal.               Pois vamos lá.

 

As Sessenta e nove

1.         O primeiro dia é a segunda-feira. (Não esta mal, não esta?)
Terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira. Sábado e domingo.
Não há primeira-feira!

2.         Chamo-me Manuel /sou o Manuel. E o senhor, como se chama? / Como é que se        chama?

3.         Eu vou lá ter. (esp. ya voy)

4.         Eu sou viúvo.

5.         Além disso. (esp. además)

6.         O que gosta de fazer nos tempos livres?

7.         Gostamos de conhecer as pessoas do formoso mondo. (*)

8.         A Revolução dos Cravos. (*)

9.         As minhas desculpas.

10.       Levantar dinheiro. (esp. sacar dentro)

11.       Um lápis, uma lapiseira (esp. un lápiz, un portaminas) (cat. val. un llápis =una                     llapisera)

12        Puxador, puxe, empurre. (esp. maneta/manivela, tire, empuje)

13.       Talheres: faca, garfo, colher (não traduzo).

14.       Uma imperial, duas imperiais, um fino. (O maravilhoso mondo da cerveja)

15        Escovo os dentes com a escova de dente.

16.       Candeeiro (Todo o que faz luz é um candeeiro, economia da língua).

17.       Bom dia faça o favor de dizer.

18.       Melhor fico no aeroporto! (**)

20.       Adeusinho!

21        O que está a fazer? Esta a dormir.

22        Quem não arrisca não petisca. (*) (esp. quien no arriesga no gana) Petiscar (esp.              picar,            tomar picaditas).

23.       Presunto (esp. jamón) (presunto… lo que nos sirven cuando pedimos jamón                       ibérico)

24.       Uma chávena (esp. una taza) um carioca de limão (agua caliente con rodaja de                limón,   me recuerda una aventura de Astérix que algún día contaré)

25.       Queixo, queijo – doce, marmelada (esp. quijada, queso – mermelada, mermelada                 de     membrillo)

26.       Que horas são? São onzehoras. É uma hora.

27.       Magoar-se, magoado, mágoa. (esp. lastimarse, lastimado, dolor/pena del alma).

28.       Ir ter com alguém. (esp. ir al encuentro de alguien).

29 .      Todo (adjetivo / advérbio) Tudo (pronome)

30.       No entanto (esp. sin embargo)

31.       Por volta das oito / dez, sete… (esp. alrededor de las ocho…)

32        Salsa (esp. perejil), Molho (esp. salsa)

33        Ela ressona (esp. ronca)

34.       Animais de estimação (esp. animales de compañía)

35.       Parvoíces dos políticos (não traduzo)

36.       Todos (palavra mágica) (*)

37        À crase, ã til, á acento agudo, â acento circunflexo.

38.       A ementa, a lista.

39.       Isto é canja (esp. es muy fácil)

40.       Ontem, hoje, amanhã

41.       Troco já!

42.       Onde fica o mondo?

Eu fico duas noites no hotel. O hotel fica no bairro alto. O bairro alto fica na cidade.                A  cidade fica no pais. O pais fica no continente. O continente fica no mondo.

43.       Estou a falar.

44.       Combino com os meus amigos.

45.       Lembrar-se ≠ esquecer-se

46.       Quanto é? Quanto custa? Qual é o preço?

47.       O lusco-fusco (esp. ~penumbra)

48.       Eu convido  a Ágata. Eu convido o João. (não à Ágata, não ao João)

50.       quanto tempo que a Sagrario mora em Valência?

51.       Desde quando é que a Sagrario mora em Valência?

52        Pelos quatro cantos do mondo (*)

53.       Arranjas-te rápido? Também te arranjas? Arranjas-te também rápido? (Os                           mistérios do também)

54.       Aos domingos descansamos.

55.       No domingo passado não descansamos.

56.       Às segundas tenho aulas.

57.       Na segunda próxima combino com amigos.

58.       Aos sábados levanto-me tarde.

59.       No sábado próximo vamos fazer mergulhos.

60.       Tenho que cozinhar = Tenho de cozinhar.

61.       Grande – maior enorme /máximo. Pequeno – mais pequeno – mínimo. Bom / boa –                melhor – ótimo. mau / má – pior – péssimo. Fácil – facílimo – ? Difícil – dificílimo – ?               Giro –  giríssimo – ? Muito – melhor / mais – muitíssimo.

62.       Tarde ≠ cedo.

63.       Longe ≠ perto

64.       Curto ≠ comprido

65.       Largo ≠ estreito

66.       Ótimo, bairro, gaivota. (Simpático como quando fomos crianças)

67.       Vou à casa e pego num chapéu de chuva.Vou para casa e deito-me.

68        Saio de casa

69.       Chego ao trabalho.

 

As Dez Pérolas.

70.       Um chapéu de Chuva.

71.       Um  guarda fatos, um armário embutido.

72.       Conosco (esp. con nosotros)

73        Em dinheiro. A dinheiro vivo.

74.       Não faz mal. Desculpe! Se faz favor. Obrigado! Obrigado eu!

75.       Apanhar – ir.

Eu apanho: o autocarro, o comboio, o metro o elétrico a bicicleta, a trotineta…

Todo o que apanho vou:

Vou de carro                mas vou no carro do Rui (***).
Vou de metro               mas vou no metro nº 5.
Vou de bicicleta           mas vou na bicicleta da Mafalda.(***)

Como o pé, eu não posso apanhar, acho eu:

Vou a
Vou a cavalo (Posso apanhar o cavalo?)

76.       Todos os anos. Às vezes

77.       Está calor aqui, não está? Não tens vinte anos, pois não?

78.       Um espanhol acha:

Quase qualquer português tem um escritório e ao interior uma secretária. Então,                 não são tão pobrinhos , pois não? Segundo então: A secretária é pequena, mais                 pequena ou mínima.

79.       Como conheço bem o que tomo de manhã, não tomo um pequeno-almoço; tomo o               pequeno almoço.

Querem mais alguma coisa?

 

Manuel de Portugal.

Botellas Sin Transición. Bares que Lugares.

 Botellas Sin Transición. Bares que Lugares.

 

    BOTTLE        Había quedado con ella. Le había conseguido arrancar una cita. En un bar, algo discreto, con poco público, pues no todos saben apreciar los buenos lugares. En previsión de esa cita me había ido dejando crecer el bigote y la víspera de la cita…, he de confesarlo, me engominé las puntas. Dormí con una redecilla, boca arriba; a buen seguro ronqué, pero es tan triste; no tengo a quién. Ya no tengo a quién. Por eso aquella cita me tenía en un sin vivir.

            La ducha de la mañana tuvo su aquél. No sabía cómo conducirme pues suelo dejar que la lluvia que escupe el rociador me golpeé la cara; así que no me creí despejado en toda la mañana. Comí frugalmente y perdoné la siesta, cosa que no ocurría desde la llegada del euro, para no arruinar mi magnifico bigote. La cita era para las siete, las diecinueve como anuncian en las estaciones de tren. Hora ideal, que permite, caso de que no avance bien la velada, pretextar una cena con la madre, que se ha quedado sola… Si la cosa promete, siempre se puede sacar el recurso de invitar a cenar.

            La cosa cuando promete, ya me habrán entendido, significa, tras una buena maceración, preguntarse por donde colgar la ropa. Muchos años de educación como varón tienen la culpa de esa fijación  de pensar que las copichuelas, la cena y luego más copichuelas son el preámbulo de algo que casi nunca sucede, ¿pero quién sabe? Si al menos supiera lo que piensan ellas… ¿Y si pensaran lo mismo,  pero por una falta de comunicación, no lo percibiéramos?

            Me vestí cuidadosamente, decidí engominarme también el pelo; ya saben lo brillante que queda. Me hice raya al medio. Me enfundé un traje que los modernos: hipsters, runners y demás fauna llamarían vintage… Hago un inciso sobre la palabra en cuestión. En nuestros días, en que cualquier neologismo intentamos pronunciar “a la inglesa”, pues creemos que no hay otra más que la lengua única, por alguna curiosa razón, esta palabra solemos pronunciar, más o menos a la francesa, algo así como [ventash], discúlpenme la transcripción nada científica, muy de andar por casa. ¡Error! Según me contó un sesudo profesor de inglés, en verdad es una voz inglesa y deberíamos pronunciar algo así como [vintish]. Reitero mis disculpas.

            Pero volviendo a mi indumentaria, en verdad era una levita de mi tío-abuelo Leopoldo. Me vi bien en el espejo, ni siquiera había de ponerme postizo alguno; mi barriguita era natural. Pero quise bordarlo; la herencia de Leopoldo me viene por parte de padre. Por parte de mi madre hubo el tío Anselmo. Me puse su monóculo, al fin y al cabo es lo único que nos dejó, repetía mi madre.

            Sé que el concepto del dandismo se ha perdido, mas yo me sentí muy dandi. Intuía que iba a triunfar. Llegué con ligero retraso, de lo cual no piensen que me siento satisfecho. Mi Julieta ya estaba allí. Por la expresión de su cara comprendí que había valido la pena la puesta en escena. Ella iba muy natural; ya saben lo sencillas que son las mujeres con la ropa y con el peinado. Nosotros, sin embargo, tenemos esa servidumbre. ¡Ay, condición de varón!

            Ella, al principio daba idea de querer escapar, pero ya saben cómo las apariencias engañan; seguramente estaría impresionada. Pedí una botella, sólo para que se serenara, sin doble intención. Si les sigo relatando por lo menudo el lance, corro el peligro de no ser creído. Pero por fortuna para mi reputación hay un documento gráfico y sonoro. Les dejo con él.

https://youtu.be/UUYKgvSFaT8

            El Morocho del Abasto.

SOBRE EL NUEVO HIMNO DEL CUERPO NACIONAL DE POLICIA.

SOBRE EL NUEVO HIMNO DEL CUERPO NACIONAL DE POLICIA.

 

PREMIO PARA LA CREACIÓN DE LA LETRA DEL HIMNO OFICIAL DE           LA POLICÍA NACIONAL.

 

En el primer trimestre del año en curso se convocó el premio cuyo enunciado da título a este escrito. Era preceptivo entregar las composiciones antes de las 14:00 horas del 25 de Abril de 2016, a la siguiente dirección: C/ Conde de Aranda, núm. 16 – 3º Izq. – 28001 Madrid. Según fuentes de la organizadora del concurso se presentaron 420 propuestas; una de ellas fue la nuestra, mas no resultó vencedora.

Transcribimos a continuación la nota de la resolución del premio a la letra del himno del CNP.

 

REUNIÓN DEL JURADO PARA LA LETRA AL HIMNO DEL CUERPO NACIONAL DE POLICÍA

En Madrid, en la sala de reuniones de la Dirección General de la Policía, sita en el calle Miguel Ángel nº 5, siendo las 13:00 horas del día 29 de Junio de 2016, se reúne el jurado para la selección de la letra al himno del CNP, con la asistencia de los miembros a continuación relacionados:  

  • · D. Carlos Conde Duque, Delegado del Presidente de la FPE, actúa como· presidente del jurado, en ausencia del Director General de la Policía, Don Ignacio Cosidó Gutierrez.
  • · D. José Manuel Pérez Pérez, en sustitución del Director General de la Policía.
  • D. Félix Simón Romero, Patrón F.P.E

.·  D. José Susi López, ex-Director Banda Sinfónica Policía

.·  D. Enrique García Asensio, Profesor Dirección Orquesta RCSMM.

  • D. Rafael Soler Medem, experto en el ámbito literario, artístico y musical.
  • D. Ricardo Bellveser Icardo, experto en el ámbito literario artístico y músical.
  • D. Mario Hernández Lores, Director Gerente FPE, que actúa como secretario.

Tras la oportuna deliberación, el jurado decide, otorgar el premio a la letra del himno del Cuerpo Nacional de Policía, al autor con seudónimo “Radamés” y letra titulada “Tesón de hierro”. A continuación, el presidente procede a abrir la plica, que se encuentra en sobre cerrado, resultando ser el autor elegido: Don José Manuel Conde Pérez.

 

“Tesón de hierro” Autor: Radamés

 

Brilla en mis ojos luz serena de templanza A(13)

Late en mi pecho firme el pulso del honor B(12)

Tienden mis manos un apoyo sin distancias A(13)

Corre en mi sangre como un rio la pasión B(12)

Forjan mi espíritu la Ley y la Justicia A(13)

Son el motivo de mi noble voluntad B(12)

Surge el coraje como brisa que acaricia A(13)

Para velar por el Derecho y la Verdad B(12)

(Estribillo. Coro central)

POLICIA NACIONAL A(8)

Mi corazón no conoce el desaliento B(12)

Tesón de hierro sostiene los cimientos B(12)

De la Concordia, el Respeto y la Igualdad A(12)

POLICIA NACIONAL A(8)

Misión audaz para un mundo más seguro B(12)

Labor tenaz en defensa del futuro B(12)

De los Valores, la Paz y la Libertad A(12)

Aura de júbilo cautiva mi semblante A(13)

Siempre que afronto el Servicio y el Deber B(12)

Mi pundonor se torna seña y baluarte A(13)

Cuando es preciso al Ciudadano proteger B(12)

Visto de España con orgullo su Bandera A(13)

Doy por su bien hasta la vida sin dudar B(12)

Con la Razón como horizonte y compañera A(13)

El mal combato con valiente Lealtad B(12)

 (Estribillo. Coro central)

POLICIA NACIONAL

 

El ganador, como recoge la nota, fue don José Manuel Conde Pérez, barítono compositor y maestro de canto, según se destaca en algunas reseñas.

Siendo que en su persona concurren tales habilidades, entendemos que cumple con uno de los requisitos de la convocatoria, a saber:

Deberá ser original e inédita, de fácil entonación y adecuada para ser cantada a capela.

Ahora bien, la convocatoria recogía, entre sus bases unas consideraciones previas y otros requisitos; son los siguientes:

Primera. Antecedentes históricos del Himno.

El himno fue el símbolo de identidad del cuerpo armado de la Policía hasta la unificación. Si bien gran parte de los valores, misiones y servicios que se expresan en el anterior himno continúan siendo claves de la identidad policial, pero por el carácter militar de una parte de la composición y la situación de la configuración del Estado actual, no se considera apropiado para una Policía de identidad puramente civil..

Segunda. Objeto

El himno de la Policía Nacional constituye el símbolo de identidad institucional en el que se reflejan sus principios, valores, código ético, ciencia y tecnología e historia de la Policía Nacional, así como por la humanidad, dedicación y sacrificio de las personas que la conforman, todos ellos orientados por su misión y visión de servicio público.

En virtud de lo expresado la Fundación Policía Española convoca concurso público para la creación de la letra del himno oficial de la Policía Nacional.

Punto 1:

Solo contendrá lengua española.

Podrá pertenecer a uno o varios autores (que en ningún caso aparecerá su nombre o identificación, figurando siempre bajo seudónimo).

Resaltará los principios, valores, código ético, ciencia y tecnología, historia, así como la dedicación y sacrificio de sus miembros en pos del servicio público.

Estará dividida en dos o tres bloques de dos estrofas cada uno, incluyendo un coro central.

 

A favor del ganador podemos decir que es un texto lírico, heroico, bien escrito y en cuanto a la forma se ajusta a lo solicitado. Añadimos que en el ejercicio de su libertad le asiste el derecho de haberlo presentado.

De la consideración primera, antecedentes del himno, se desprende que la pretensión principal era desmarcarse del carácter militar, cuestión, que a nuestro entender, no consigue del todo el texto seleccionado. De las bases se evidencia la voluntad de elegir un himno que sin renunciar a los valores tradicionales marque la evolución y modernidad del Cuerpo Nacional. El texto elegido es atemporal, arma de doble filo; bien podría haberse escrito en el siglo XIX.

Se centra en principios y valores de antaño, que está bien conservar, pero no recoge nada de los que los tiempos actuales impone. Sobre todo obvia dos puntos esenciales; esos que marcan la evolución y modernidad, a saber: ciencia y tecnología e historia.

Por lo expuesto, concluimos que el jurado ha elegido un himno lírico, bonito y heroico, literariamente correcto, pero que no responde, en su totalidad, a lo solicitado.

La redacción de este artículo puede sonar a pataleta de no seleccionado; no lo descartamos, así que, sin más retórica, procedemos a exhibir nuestra composición, razón última de este artículo:

 

HIMNO CNP

En toda villa, ciudad o capital,
si de almas se puebla en más de veinte mil,
se instala una fuerza de orden civil:
la Policía del Cuerpo Nacional.

Expidiendo fes de identidades.
Por el libre ejercicio velando,
la seguridad garantizando;
de la ciencia asumiendo novedades.

coro                                 Es el uniforme nuestra identidad.
La placa en el pecho: nuestra divisa.
El porte gallardo es el que avisa;
la Ley y el Orden nuestra finalidad.

De armas somos legítimos portadores.
Más que privilegio, responsabilidad.
De la fuerza el uso, eventualidad;
del débil somos seguros protectores.

Si algún día fuimos, no renegamos,
del color de un cielo lluvioso,
luego de la tierra color decoroso;
hoy al azul, su intensidad no negamos.

coro                       Es el uniforme nuestra identidad,
la placa en el pecho nuestra divisa,
el porte gallardo es el que avisa;
la Ley y el Orden nuestra finalidad.

De un pasado exclusivo, varonil,
ahora marchamos hombres y mujeres,
juntos atentos a nuestros deberes;
reflejo es de la sociedad civil.

Nuestra lealtad es para el Rey,
nuestro amparo la Constitución.
Es del servicio nuestra devoción:
servir al ciudadano, nuestra grey.

coro                       Es el uniforme nuestra identidad.
La placa en el pecho: nuestra divisa.
El porte gallardo es el que avisa;
la Ley y el Orden nuestra finalidad.

 

                        El Morocho del Abasto

 


LA BLONDE

            LA BLONDE

    LA-BLONDE-web Aujourd’hui, comme il m’arrive souvent, je déjeunais tout seul. Dans un bistrot bon marché à prix fixe. Cela ne m’empêche pas, de temps en temps, de gouter un bon vin. Le vin d’aujourd’hui était plutôt un petit vin du terroir. Mais du vin, pas du vinaigre. Parfois la formule, d’un seul plat, inclut un petit dessert. Mon esprit était plongé dans un bol de lentilles « a la Riojana », l’on prétendait. Vraiment, c’était un de ces jours de plat à cuillère bien chaud et d’un bon verre de rouge. Dehors, la pluie avait cessé. Les carreaux des dalles du trottoir, d’habitude grisâtres, étaient devenus presque noirs.

     À l’intérieur deux hommes discutaient. Je les écoutais distrait entre cuillerée et cuillerée. Les lentilles avaient un arrière-gout bizarre que je n’arrivais point à identifier. Les hommes, cachés à ma vue, par cause d’un pilier de la salle, avaient cessé de discuter ; ils se disputaient. Le sujet, éternel chez nous les valenciens : si notre langue régionale est différente du catalan. L’un d’eux, le plus animé, voire colérique, défendait l’indépendance de notre langue valencienne. L’autre, condescendant, manifestait : « d’accord, appelle-la valencien, si tu veux ». Le premier, plus encouragé, n’acceptait pas ce pourboire ; pour lui ce n’était pas question de dénomination, mais de différence. Il s’appuyait sur le fait que si une langue existe, elle a des auteurs et de la littérature. Et que c’était un fait qu’il n’y a  aucun  ouvrage « catalan » antérieur à « Tirant Lo Blanc » de Joanot Martorell, homme de lettres valenciennes. De l’autre côté de la salle, un vieux paroissien mangeait sa soupe insensible à la bagarre.

     Soudain, la serveuse et patronne émergea du pilier. Elle avait assisté fort amusée à la dispute. Seulement elle essayait de maintenir les décibels dans un ordre de grandeur acceptable.

     —Surtout ne m’effrayez pas cet homme— dit-elle.

     L’homme c’était moi. En passant devant ma table, elle me cligna d’un œil. À l’attente du petit dessert, crème catalane brulée, je repris mon Maigret, page 22. Les deux hommes se mirent debout et s’écartèrent l’un de l’autre. S’étaient-ils vraiment fâchés ? Seulement un instant je les ai eus sous mes yeux. Tous les deux savouraient déjà la retraite. Moi, je savourais la crème catalane. Eux, ils s’étaient disputés pour la cause catalane. La crème finie, je repris à nouveau mon roman. Page 24. L’un d’eux, le défenseur du catalan sortit. L’autre, le plus bruyant fit un tour de la salle. Mon thé noir arriva. Ensuite arriva le défenseur du valencien. Il s’habillait d’un manteau vert énorme pour couvrir son imposante carrure. Une barbiche mal soignée cachait la rougeur de son teint. Rougeur de libations. Il se plaça devant moi.

     —Excusez-moi, monsieur, si je vous ai gêné… Tiens, un homme qui lit —s’exclama-t-      il ! —Quelle émerveille !

     Ensuite, il tira d’un sac à provisions, que je n’avais pas aperçu, un livre mince. Il se présenta comme l’auteur du bouquin. C’était un livre de poésie. Puis il ajouta :

     —Ingénieur retraité et poète à l’occasion.

     Ensuite :

     —J’écris des poèmes ; des sonnets et des haïkus.

     —Des haïkus aussi ?— Ce n’est pas une perversion ?

     Il fit un geste comme disant « c’est l’époque… ». Puis, il m’apprit la soi-disant métrique du Haïku. Sa conversation était vivante ; il passait d’un sujet à l’autre tandis que je feuilletais son ouvrage.

     —Mes félicitations— conclus-je en lui rendant sa carte de présentation.

     J’avais envisagé qu’il essayait de vendre ses sonnets. Mais non, il le prit tout naturellement et le rangea à nouveau dans son sac. Mais il ne se tut pas. Il interrompit, juste une seconde son bavardage, prit un air rêveur et continua :

     —Mon père fut collègue d’Antonio Machado au lycée de Soria. Il enseignait les maths el Machado le français. Mais mon père fut chassé de l’enseignement. Il était castillan, ma mère (je ne me souviens plus), et à cause du déménagement forcé je devais naître à Valencia…

     >Or, ma mère, se trouvant à Requena, dut-y accoucher. C’est la preuve de que j’y suis né à cause ou pour la faute du vieux Franco. Étant donné que Requena n’est point une zone où l’on parle le valencien, je ne le parle guère. Mais ça m’énerve d’écouter que le valencien est catalan…

     Très amusé je bus mon thé (Dammann Frères) à petites gorgées. À la fin, l’homme prit congé de moi, tout en s’excusant du vacarme avec son ami. Son ami n’était point fâché ; il était sorti avant, tout simplement pour fumer une cigarette, mais lorsque celui-ci partit, mon bavard ne l’accompagna pas et resta à me chauffer l’oreille.

     Tout amusé que j’étais, à un moment donné j’eus un frisson, quelque chose d’imprécis qui ne dura qu’une minute : je regardais, comme dans la boule à cristal d’une sorcière et je me vis, dans dix ou quinze ans, à faire le tour des cafés et à casser les pieds des attablés avec mes proses.

     D’un pas morne, je me dirigeais vers la sortie ; mon causeur resta dégustant, maintenant, un Rioja ; il devrait avoir soif. Je fermais lentement la porte de la Blonde et je partis de mon cœur à mes affaires. La patronne était brune.

         Manuel de Français

 

 

Sesudas Inquisiciones sobre la Lengua Portuguesa. Desvaríos de un estudiante español y debutante.

            Sesudas Inquisiciones sobre la Lengua Portuguesa.

            Desvaríos de un estudiante español y debutante.

 

       EL-REPARTO-web     Cuando España y Portugal se repartieron el mundo por conocer, allá por el 1494, en virtud del tratado de Tordesillas, se repartieron y de ello nadie habla, también el abecedario. Según los historiadores, de este reparto, salieron vencedores los portugueses.

            Así pues, como ganadores, se arrogaron también el derecho a elegir primero en el abecedario. Aquí no cabía la exclusividad, pero sí la preeminencia.

            Movieron ficha primo y eligieron la “m”; para nosotros quedaba la “n”. De resultas, los lusos se engolosinaban con: um, uma, algum, alguma, alguém, nenhum…; nosotros decimos, no sin orgullo:  un, una, algún, alguna, alguien, ninguno… Les gustó tanto la “m” que para reafirmarse, la añadieron a la afirmación por excelencia; así afirmaban con su sim, mientras que nosotros nos quedábamos con un parco sí. Quizás les llegó un remordimiento postrero y aunque lo mantuvieron en la grafía, no lo pronunciaban. Distintivo de una nasalidad a la francesa. ¿Guiño, pasando por encima de nosotros, al vecino transpirenaico? Por ello, Amália Rodrigues se escandalizaba y pedía a la capital de su país: Lisboa não sejas francesa, tu és portuguesa, tu es só para nós.

            Nadie domina el abecedario si no gobierna sobre las vocales. Aquí también quisieron ser primeros. Se hizo, no obstante, un acuerdo previo; se estableció una zona de no beligerancia, una muestra de amabilidad. La “a” sería de todos; todos usarían de ella con prodigalidad, pues con ella se construye madre y mãe, que es en definitiva donde empieza la vida. Tras este gesto de fair-play, siglos antes de que se acuñara el término, se reanudaron las hostilidades.

            Los lusos eligieron para sí la “e”, dejándonos la “i”. Después, un cierto arrepentimiento les hizo otorgar a la “e” propiedades de “i”. Comprendieron que la conjunción copulativa en español, “y” era mucho más elegante; así le dieron esta gracia a su austera “e”.

            Eligieron de nuevo, aquí no podemos equivocarnos pensaron y adoptaron la “o”, dejándonos la “u” ya que sus referentes, los franceses la pronunciaban tan cursi. De nuevo, otra vez tarde, comprendieron que una “u” pronunciada a tiempo, tampoco deslucía y le concedieron a la mentada “o” esta propiedad. Tan contentos quedaron del trueque que lo emplearon, por partida doble, para su adorado país; así Portugal se lee [Purtugal] *.

            Tras este trueque, les llegó otro nuevo arrepentimiento y quisieron reafirmarse en el sonido “o” que, como se sabe, es el más redondo de todos. De nuevo recurrieron a una treta “a la francesa”, pero invertida. Así como nuestros vecinos del norte para conseguir una “u” que diera verdadero miedo, le antecedieron una “o”, formando el dígrafo “ou”= [u]*, nuestros vecinos del este adoptaron el mismo dígrafo para el sonido [o]. Sou de Portugal [Só de Purtugal]*.

            Tras esta guerra de la vocales, una vez conseguidas, al igual que un pueblo, en este caso el español, que anduvo reclamando una vacuna contra la gripe aviar y, una vez conseguida, proclamó: ¡Ahora no la quiero!, así nuestros amigos, los portugueses decidieron comerse las vocales uniendo consonantes. ¿Al estilo germánico? ¿Quién sabe?, pero esto es objeto de otra historia.

            A la espera de una nueva entrega, nos despedimos con un manifiesto: Eu gosto muito de português!

 EL-REPARTO-web

            Manuel de Portugal

[ ] * Algunas transcripciones fonéticas, más que libres, son libérrimas. 

I’m your Man. Leonard Cohen.

 I’m your Man. Leonard Cohen.

 

         LEONARD-COHEN-PARA-WEB   Aquí en España, a nivel de gran público, lo conocimos cuando irrumpió en nuestra pequeña pantalla, en algún espacio musical, quizás a finales de los ochenta. Ya era una figura consagrada y los iniciados, incluso en España, ya lo conocían. Me llamó la atención, especialmente, el aura camp en la que se envolvía. La quietud de su estampa, el tono quedo de su voz y el micrófono retro, ahora dirían “vintage”, tras el que ocultaba su boca susurrante. También el poco trabajo que les daba a las chicas del coro, que le acompañaban. ¿Forzaban la imagen al blanco y negro? Quizás no fuera así, pero así lo recuerdo.

            Ahora, al rememorar, me llama también la atención, mi propia reacción: rara vez presto atención a los artistas que pertenecen a esa entelequia que denomino “el mundo anglo-sajón”, salvo contadas ocasiones. Que nadie siga mi ejemplo, son cosas mías, ¿acaso una pueril autodefensa contra esa culturilla que nos invade? El caso es que a al flemático Cohen no se lo tuve en cuenta.

            Más tarde conocí lo que le animó a lanzarse al mundo de la canción. Al parecer ya había escrito algunas letrillas, pero un cierto pudor le impedía intentar interpretarlas en público. Un día, realidad o ficción, cuentan que oyó a Bob Dylan por la radio y se dijo: ¡Si éste se atreve, yo también! Y así, según parece, empezó todo.

            En mi tierna juventud, no es una frase hecha, bueno sí, aunque fue tierna, me llegaban ecos de los conciertos en la británica Isla de Wight. Más que de los conciertos, en verdad, del ambiente libertino que allí se vivía. Tampoco esto me llamó especialmente la atención. Muchos, muchísimos años después, cuando ya era este escribidor de bitácoras un admirado entregado, pero tranquilo, del bate canadiense, me regalaron un disco antiguo. Incluía un DVD de su participación en uno de los conciertos en la isla de Wight. Corría el año de 1970. Un calmo, muy calmo y joven Leonard Cohen se exponía sobre un escenario ante una descomunal campa de espectadores yacientes y adormilados. Algunos, no pocos, sin embargo estaban atentos. Eran las cuatro de la madrugad, aproximadamente. Él vestía una suerte de chaqueta sahariana arrugada a más no poder, pijama declaro él, pelo largo, barba de algún día y guitarra en ristre. Allí con flema casi exasperante, desgranó sus canciones con la casi inapreciable, pero preciosa colaboración de sus coristas… Repasando la lista de las canciones, una vez más constato, que los artistas de larga trayectoria, a una edad bastante temprana, ya habían compuesto lo mejor de su repertorio.  Cohen tenía, a la sazón,  treinta y cinco años. De entre las canciones allí susurradas evoco: “So long Marianne, That’s not way to say goodby, Suzanne, The Partisan, Famous Blue Rain Coat…

            Resulta curioso, cuando un artista entra a formar parte del universo privado, sentimental, de un paseante, cómo una reseña, una imagen evocada… Al que les escribe, envilecido por la vida, un buen día le dio por estudiar alemán. Un librito de lectura, adaptado, de los que fabrica la factoría Langensheidt, contenía una escena en la que una joven alemana adolescente, como signo de rebeldía, se encerraba en su habitación y ponía “a todo volumen”, como si ello fuera posible, un disco de Cohen: “Songs of love and hate”. ¡Menudo signo de rebeldía!

            Toda su discografía, salvo algún olvido, es en inglés. Sin embargo, en una de las primeras canciones,  que escuchó este redactor, The Partisan, hay un homenaje precioso a otra lengua. Cada vez que la oye, espera con impaciencia, ese párrafo, esos versos:

            J’ai changé cent fois de nom,

            j’ai perdu femme et enfant,

            mais j’ai tant d’amis.

            J’ai la France entière.

            Un vieil homme, dans un grenier,

            pour la nuit nous a cachés.

            Les allemands l’ont pris.

            Il est mort sans surprise.

            Se le concedió el Premio Principe de Asturias de las Letras. En su discurso quiso destacar que un muchacho español, que tocaba flamenco en un parque de Montreal, le enseñó a tocar la guitarra española. Tan solo seis acordes; la base del flamenco. El premio se le concedió  en 2011. Hace un mes escaso, se anunció el Nobel de las Letras para Bob Dylan. Quizás el próximo sea para Cohen, razonó un servidor. Pero no le ha dado tiempo. Descanse en paz.

                        El Morocho del Abasto

Vuelta 2016. Alberto Contador o las Contradicciones del Mago.

                    Vuelta 2016. Alberto Contador o las Contradicciones del Mago.

 

   CONTADOR-VUELTA         La Vuelta a España ha concluido, en Madrid, como de costumbre. Con un merecido ganador: un muchacho pequeñito, prudente, poco dado a sonreír, aún algo modesto, aunque cada vez menos, el colombiano Nairo Alexander Quintana. Delante de Froome, ahí es nada y delante también de un accidentado Alberto Contador. Éste hubiera sido un pódium de estrellas, de no habérsele colado al campeón pinteño, otro muchacho pequeñito de sempiterna sonrisa, el también colombiano Esteban Chaves. Dicho de otra manera, primero: Quintana; segundo: Froome; tercero Chaves, mientras que Contador se quedó fuera del cajón por tan solo 13 segundos.

            Ha sido una Vuelta muy disputada. Una Vuelta que comenzó con el pago de la deuda que el destino aún tenía en el debe de desgracias reservadas a Alberto Contador. Éste llegó con un equipo algo más devoto que en otras ocasiones, aunque también más flojo. En la primera etapa, contrarreloj por equipos, ya se dio cuenta de la debilidad de sus compañeros; el bloque se dejó cerca de un minuto. Con éste lastre debutó en la vuelta, pero aún había que entonar  los versos de Miguel Hernández: Un manotazo duro, un golpe helado… En la séptima etapa, víspera de la terrible terna: Camperona, Naranco y Lagos, Tosch Van der Sande un muchacho belga, lego en el manejo del freno, en plena preparación del sprint, ejecutó el verso siguiente: Un empujón brutal te ha derribado… Contador sintió que se le reventaba, lo que Hernández décadas antes escribiera para él: “Tanto dolor se agrupa en mi costado / que por doler me duele hasta el aliento…

            A partir de ahí, lo que se intuía se convirtió en sospecha compartida; la Vuelta parecía ya cosa de dos. Nairo Quintana y Chris Froome. Ambos escudados con un gran equipo; no en vano habían empatado en tiempo en la mentada contrarreloj inicial. Al final de esa etapa, la general la comandaba otro colombiano, Darwin Atapuma; Froome aventajaba en 6 segundos a Quintana y a Chaves, mientras que Contador mantenía algo más de un minuto de retraso con los favoritos. Tras las tres etapas de montaña consecutivas, Quintana ganó en los Lagos emulando a sus compatriotas de otros tiempos: Lucho Herrera y Fabio Parra, Quintana ya era líder con 58 segundos sobre  un combativo Froome. Pero no parecía renta suficiente habida cuenta de la contrarreloj individual de 37 Km preparada para la antepenúltima etapa en tierras de Calpe, en la que el británico se sabía muy superior. Chaves quedaba a dos minutos y un parcheado Contador, muy lejos ya, a casi tres minutos

         Hasta aquí la crónica deportiva, los datos y los tiempos. Llegó la etapa decimoquinta, entre Sabiñánigo y Sallent de Gállego. Lo que ahora sigue también es deporte, pero es mucho más que eso; espectáculo. Espectáculo al que le añadimos: estrategia, gesta y épica. La etapa era corta, poco más de 110 Km. El final era en Aramón Formigal a 1790 metros de altitud, entre antiguos glaciares y volcanes, cerca de la frontera francesa. No sabemos si estuvo largo tiempo rumiándolo, pero la etapa no había hecho más que empezar, apenas cinco quilómetros; vio la ocasión y en un falso llano, en ligero descenso, Contador atacó llevándose tras de sí a un pequeño grupo, entre los que se encontraba un compañero de equipo y un atento Quintana, escudado a su vez por otro de los suyos. Al resto de favoritos desde Valverde a Froome, pasando por Chaves y otros ilustres, los pilló con el paso cambiado.

            Froome se encontró con su equipo fraccionado, lo que comenzó a causarle inquietud; no estaba acostumbrado. Se le veía incómodo. No reaccionó en primera persona como se espera de los grandes campeones. Se limitó a aceptar la marcha que un reducido número de los suyos imprimía. Mientras tanto, los de adelante abrían hueco, lanzados, tirados por un generoso Contador. El Colombiano iba cómodo, sin gastar. Tan solo en los últimos quilómetros asumió responsabilidades.En el último, el decisivo, incluso le atacó llevándose consigo a Gianluca Brambilla que le disputó la etapa y la ganó. Contador perdió unos segundos y ganó algo más de dos minutos a un desconcertado Froome, que al final salvó, por la mínima,su segundo puesto, merced a algunas alianzas que encontró por el camino. Todo su equipo, todo, llegó fuera de control.

                  En esto, así tan suavemente expuesto, radicó el genio, la gesta… Arrancarle dos minutos a Froome, aun siendo sustancioso, no fue lo verdaderamente importante. Otras dos cuestiones sí que lo son.

                  Prima: Permitió que un atento Quintana consolidara su liderazgo, obteniendo la renta, a priori suficiente, para afrontar con garantías la contrarreloj final.

             Secunda: Consiguió con esta genialidad lo que hasta la fecha nadie había logrado. Desorganizar, desorientar y destrozar la formación del equipo más sólido del ciclismo de los últimos tiempos, el Sky.

                   El equipo británico es una maquinaria que tiene un elemento sobresaliente, cierto, el nacido en Kenia Chris Froome. Pero es una maquinaría que precisa estar bien engranada, pues aunque gana el leader, es el equipo el que corre. No se mueven por inspiración, como Contador, quien como casi siempre carente de equipo, analiza, observa, “siente” las sensaciones y, si resta un átomo de fuerza, ataca. La maquinaria Sky, se mueve por datos biomecánicos y no por corazonadas. Economiza y dosifica vatios, pero no el sufrimiento. Si es atacado no pierde la calma, ordena a la máquina un consumo adicional de vatios. El director de equipo desde el ordenador de a bordo de su vehículo, como un galeno en su despacho, lee analíticas, ritmos cardíacos y ajusta el tratamiento. Por ello, no comprende que un hombre solo, sin equipo, aun siendo uno de los grandes ilustres pueda desreglar tan sofisticado mecanismo. Este escribidor de bitácoras recuerda, que en tiempos del reinado del truculento Armstrong, los británicos vaticinaron que en pocos años, serían capaces de forjar, casi fabricar, un ganador de Tour de Francia. Y cumplieron; primero con un flemático Bradley Wiggins que ganó el primero para los británicos, año de algunas ausencias y después, tres con Froome. Total cuatro.

            CONTADOR-FROOME-QUINTANA-WEB   Volviendo a la vuelta, tras la etapa en la que el Mago destapó la caja de las esencias, la clasificación quedó con Nairo en lo más alto; segundo Froome a 3.37, tercero Chaves a 3.57 y cuarto Contador a 4.02. El primer puesto ya parecía sentenciado, pero el resto del podio estaba en juego. Había tres corredores en un pañuelo de veinticinco segundos, pero solo dos plazas en el cajón.

                 Y llegó la contrarreloj, etapa decimonovena, en la costa mediterránea que desde Madrid gustan llamar Levantina, entre Xabia y Calp, treinta y siete quilómetros. Y aquí Chris Froome también destapó su particular tarro de las esencias; hizo la contrarreloj de su vida, devorando a dentelladas rabiosas los segundos  primero, y los minutos después, que le separaban de Quintana, pero le faltó recorrido. Le arrancó dos minutos y dieciséis segundos, 1.57 a Contador  y 3.13 a Chaves. Quintana había salvado el liderato, Froome quedaba a 1.21, Contador a 3.43 y el otro colombiano, Chaves a 4.54.

                  Así hubiera quedado la clasificación, mas faltaba una etapa de montaña antes del paseo triunfal de Madrid. Se partía de Benidorm y se llegaba al Alto de Aitana. Nada estaba del todo decidido. Para todos mantener la posición suponía haber realizado una Vuelta extraordinaria. Pero flotaba en el aire un aroma de inconformismo; la mayoría pensaba que, para Contador, quedar tercero era una posición honrosa, pero que tal vez no le satisficiera. También Froome podría intentar el asalto al primer puesto. Este atacó, pero, siempre, el pequeño colombiano conseguía responder. Mas antes, mucho antes, el otro colombiano, Johan Esteban Chaves destapó, a su vez su particular tarro de las esencias. Demarró del grupo, al más puro estilo Contador, desde lejos, en busca de otro compañero de filas que le había precedido. Nadie fue a por él, ni siquiera Contador. ¿Acaso consideró poco elegante disputar el tercer puesto? ¿Razonó que habiendo venido a ganar, pelear por ser tercero era una bajeza? ¿Creyó que los Movistar, cuya caballerosidad  se les suponía, iban a corresponderle cazando a Chaves? Esto último fue lo que esgrimió, aunque quizás con la boca pequeña… ¿Para qué más revelaciones?

               Tres corredores tuvieron su momento genial: Contador dando el vuelco a la clasificación; Froome firmando la contrarreloj de su vida y Esteban Chaves sorprendiendo a todos, al más puro estilo del Mago. Tan solo Quintana, no tuvo que destapar nada. Se limitó a ser, ahí es nada, el más fuerte, el más regular.

                    Ganó Quintana, su segunda Grande; antes había logrado el Giro. A Froome, una vez más se le resistía la Vuelta; sólo ha ganado el Tour, aunque tres veces. Chaves, que aún no ha ganado ninguna, se reveló como un corredor de gran futuro. El Mago, que las ha ganado todas, recogió su chistera, sonrió, saludo y se marchó. ¿Quién sabe lo que esconde todavía?

                                              El Morocho del Abasto

UN TOUR SIN EL MAGO

 

                 UN TOUR SIN EL MAGO

 

    FROOME-A-LA-CARRERA.-web     El Tour de Francia 2016 acabó en Paris, en los Campos Elíseos, como de costumbre y con Chris Froome de amarillo, como previsible. Sus rivales, virtuales al comienzo del Tour e inexistentes en su conclusión, nunca le pusieron entre las cuerdas; no le presionaron, no le atacaron. Sería injusto no declarar que su equipo, el Sky, puso en las etapas de montaña un ritmo asfixiante, el que a él le interesaba, que impidió cualquier ataque serio por falta de fuerzas. Si alguno de los llamados a ponerle en aprietos, por se o por mediación de algún segundo espada, lanzaba un tímido ataque, el keniata blanco ni se molestaba en contraatacar; sus escuderos, en número de tres y hasta de cuatro, a ritmo, abortaban la escaramuza. Sus gregarios de negro, color del uniforme, color de la locomotora y del carbón, tiraban del tren amarillo.

                Para saltar de ese convoy que todo lo arrasa, había que ser un loco, apelativo que por incomprensión algunos llaman al audaz; un genio, sabiendo analizar las situación de carrera y atacar en el momento adecuado, un mago…

           Pero el Mago estaba herido de gravedad, en lo físico por una terrible caída el primer día y una reincidente en el segundo; en lo moral, porque su equipo gobernado por su arbitrario dueño, había abandonado al ángel caído. En la novena etapa, era 10 de julio, camino de Andorra, aproximadamente en el km. 80, se bajó de la bicicleta y se subió al coche de equipo. Esa mañana había amanecido con fiebre. Dolor y merma física. Suficiente para hacer abandonar a cualquiera, pero él, de haberse sentido respaldado, a buen seguro, habría continuado.

          FROOME-A-LA-CARRERA.-web  En la etapa anterior, Froome ya había conquistado el amarillo. Y lo hizo de forma espectacular, sorprendiendo, atacando en la pequeña calma que la tradición aconseja tras coronar un puerto, el último de la jornada en este caso. Ante un atónito Quintana, la esperanza de los colombianos, que se hallaba tomando un bidón que, indeciso, tras un titubeo, acabó por rechazar. Pero ya Froome más que transitar, rodaba puerto abajo. Y lo hacía adoptando la postura que acuñara Perico Delgado y que en su día le valió el apelativo de “El Loco de los Pirineos”. Perico aclaró que, en verdad, la había copiado de un ciclista ruso. Froome llegó con los suficientes segundos que, unidos a la bonificación por ganar la etapa, le valieron el amarillo. Ya no lo soltó. Esta gesta, que pudiera sonar a inspiración del momento, en verdad estaba planificada y ensayada. En el ciclismo británico actual, cuyo buque insignia es el equipo Sky, todo se planifica, todo se ensaya. Ya vaticinaron hace casi una década, que en pocos años serían capaces de fabricar un ganador de Tour de Francia. Lo consiguieron, primero con el flemático Bradley Wiggins y ahora y van tres, con el singular Froome. El británico, nacido en Kenia, no parece un hombre-engranaje como el resto de las piezas de la maquinaría Sky. Ganaba contrarrelojes sin adoptar las posturas ortodoxas de los especialistas. Ahora, un poco más depurado las sigue ganando. Poco a poco se va homogeneizando en hombre equipo. Se diría que ya tan solo le diferencia, aparte de sus cualidades excepcionales, su túnica dorada.

          Pero un hecho fortuito, lo que pudo ser una catástrofe mayor, hizo asomar al hombre que aún lleva dentro. Se subía el Mont-Ventoux. A falta de un kilómetro, sin protección de vallas, los aficionados no abrían un estrechísimo paso sino cuando la motocicleta que les precedía, por fuerza lo conseguía. Pero inesperadamente se detuvo, para no atropellar. Detrás venían Richie Porte, Chris Froome y Bauke Mollema. Se habían escapado del grupo de favoritos. Nairo Quintana iba detrás perdiendo preciosos segundos. También Valverde y el italiano Fabio Aru. Los de adelante, por el orden mencionado se estrellaron contra la moto parada. Las cámaras de la televisión francesa, no lo dieron en directo. Estaban mostrando la llegada de varios corredores de una fuga. De pronto enfocaron al líder corriendo sin bicicleta montaña arriba. Había entrado en pánico y no pensó sino en avanzar. Había dejado su bicicleta inservible apoyada contra una moto. Le sirvieron una bicicleta de un coche neutro que no le servía, parecía de juguete, de película cómica, hasta que finalmente llegó su coche de equipo y le proporcionaron una adecuada con la que llegó a la meta. Lo hizo con muchos segundos tras sus directos rivales. Los jueces, llamados a consulta decidieron igualar tiempos. Froome había salvado el amarillo.

         De los Pirineos, Froome salió con una ventaja nada desdeñable. Quedaban cuatro etapas en los Alpes, entre ellas una cronoescalada para intentar desbancarle.

          Tras la primera etapa alpina, todo seguía igual, pero tras la cronoescalada, Froome impuso su dominio y salió con un minuto más de margen sobre Nairo Quintana que veía peligrar incluso el podio, algo similar sobre Fabio Aru y sobre Valverde. Ya no se discutía su supremacía pero había que ser prudentes. No se podía cantar victoria; aún faltaban dos etapas en los Alpes y  se anunciaba tormenta. El azote para Froome, se rumoreaba.

             Y ocurrieron cosas. Froome se cayó. El equipo Astana iba tirando a tope. Son los únicos que han corrido con intención de desbancar a Froome, erosionando a su equipo. Los del Astana, con mentalidad a la antigua usanza, la de atacar en todo momento; ”acaso hallemos una fisura en el líder”. Pero no la encontraron Éste es un equipo dirigido por un incombustible Vinokourov, hombre que nunca se rendía y en cuyas filas corren dos italianos de bravura: Aru y Níbali. Pero el que venía como jefe de esta formación, el joven Aru, no consiguió rematar tras agotar a su equipo. Mientras, los nuestros, los todopoderosos Movistar, tampoco supieron o pudieron aprovechar el infortunio del líder. El que sí que tuvo su día inspirado, fue el francés Romain Bardet, casí no contaba para la general, pero tras un descenso de los que se denominan “a tumba abierta”, con lluvia, se promocionó al segundo puesto, pero con muchos minutos de retraso sobre Froome. Quintana recuperó sus opciones de podio. Quedó tercero.

             Aún quedaba la última etapa alpina. Con un descenso peligrosísimo, muy técnico, con lluvia tras el último puerto, realmente exigente. Sólo lo intentaron los cazadores de fortuna, los buscadores de etapa. Un muy combativo Jarlison Pantano, colombiano que llanea y que esprinta; Rafal Majka portador del mallots de lunares rojos, Ilnur Zakarin, rey de las caidas, Joachim, Purito, Rodriguez, que quiso despedirse del Tour a lo grande. Coronaron el último puerto, la Joux Plaine en cabeza: Pantano, Jon Izaguirre y Vincenzo Nibali que quería también despedirse con victoria de etápa. En el descenso un desatado Jon Izaguirre, les tomó la delantera. y no pudieron alcanzarle. Llegó solo a meta, consiguiendo la única victoria española del Tour. Pantano, pese a algún susto en el descenso, siguió probando, pero Nibali, ya tenía puesta la cabeza en los mundiales, así que bajó con prudencia.

              Ha habido sprints muy reñidos. Pero la carrera la han alegrado los cazadores de etapa. Queremos destacar especialmente a Jarlison Pantano. También alguno de primera fila destronado, léase Richie Porte, Bauke Mollema, acaso en la penúltima etapa Vincenzo Nibali y Purito Rodriguez. El equipo Astana que, aunque con Aru lo tenía dificil, no lo vió imposible; no ha cesado en su intento. Chris Frrome, con los dos sucesos narrados, ha dado la nota curiosa. Los nuestros, Movistar han estado muy conformistas. Siendo sus corredores y directivos un equipo de gran presupuesto, a los que se les exige resultados, no han querido arriesgar su liderazgo en la clasificación por equipos y el pódium con Quintana por perseguir una quimera. El joven francés Bardet, segundo, gran exito para los franceses, que no ven el amarillo final desde 1985 en tiempos de Laurent Fignon, tampoco quiso arriesgar el puesto.

          Ha habido, por tanto, lucha por etapas y lucha, acaso, por acompañara a Froome en un peldaño del cajón. Pero no por atacar el amarillo.

          En esta situación tan conformista se ha echado en falta, muy en falta, a Alberto Contador. Quizás no hubiera ganado el Tour, quizás. Pero hubiera dinamizado la carrera. Sobre todo en la última semana. Esa en la que se dice que empieza a flaquear un poquito Froome; hubiera provocado que el “Todo-protegido” se defendiera por sí mismo. No sabemos lo que hubiera inventado y ahí se encierra toda su grandeza, el Mago genial no es previsible, siempre sorprende.

            El Grueso del Pelotón

LES PILIERS DE LA FRANCOPHONIE A VALENCIA

            LES PILIERS DE LA FRANCOPHONIE A VALENCIA

 

         LES-PILIERS-web   Ceux qui, menés de leur gentillesse prennent du plaisir à suivre les proses de ce cahier de bord, savent que pour nous, la ville méditerranéenne, espagnole et valencienne est Valencia… Il y a une autre, Valence, en France. Cette disquisition linguistique, fort personnelle, l’on envisage que, peut-être, nous fera perdre des éventuels nouveaux lecteurs. Tant pis, mais on va risquer le coup. Une ville pas petite, certainement, mais pas assez grande pour s’y perdre, ayant une école officielle et publique de langues est suspecte d’abriter mélangés parmi les autochtones, les visiteurs et les émigrants, des francophones de vocation.

        Comme point de départ, comme idée aprioristique, l’on va considérer l’École Officielle de Langues de Valencia comme une industrie artisanale à modeler la matière prédisposée, à la polir, à l’instruire…, bref à mettre en circulation des individus qu’un jour sentirent un chant de sirène ; un chant en français. Y-a-t-il d’autres langues et d’autres institutions ? Oui. Il y en a des deux choses. Commençons par la deuxième.

      Il y a le Lycée Français, il y des collèges et des lycées dont l’enseignement du français fléchit de plus en plus ; peut-être y aura-t-il quelque académie, peut-être. Et on a la chance de compter sur l’Institut Français. L’Institut, comme centre de francophonie est assez curieux: on accueille les gens en parfait castillan. Les programmes sont en espagnol et les films qu’on y passe sont sous-titrés en espagnol. On pourrait faire la comparaison d’un jeune qui fait un stage en Angleterre pour apprendre l’anglais et il s’installe dans une famille avec un ami espagnol.

           Si l’on parle des langues qu’on offre dans les Écoles Officielles, il y a, de la même façon que dans le grand ouvrage de Tolkien, l’anneau unique ; dans les Écoles, il y a la langue unique, bien entendu, qui attire le plus grand nombre d’étudiants. Depuis quelques années l’allemand, la langue allemande  a eu le douteux honneur d’être considérée une langue convenable, de futur , véhicule indispensable pour acquérir un poste de travail dans l’orbite germanique. On offre aussi d’autres belles langues, plus minoritaires, à savoir : l’italien, le portugais, le valencien, le russe, l’arabe, et le chinois. Ce dernier, semble-t-il une blague, être considéré minoritaire. Si l’on analyse les langues majoritaires : l’anglais, l’émergeant allemand et le français, l’on constate que les deux premières, sont-elles qui choisissent leurs clients, c’est-à-dire, l’on s’approche d’elles à cause de la virtuelle demande que les marchés en font. Elles sont, pour la plupart des utilisateurs, réduites à la condition d’outils.

      Le français, par contre, est la langue qu’on choisit. Elle a l’honneur de n’être pas considéré nécessaire ; on n’est pas contraint de l’apprendre, par conséquent elle est vocationnelle. Elle est pour le plaisir, pour la connaissance et pour la culture.

        Ses utilisateurs sont des francophones. Les utilisateurs de l’anglais, peut-être, seront des anglophones ; les utilisateurs de l’allemand, peut-être, seront des germanophones. Mais les francophones, espagnols, vraie race de résistance, ont une légère couche… Ils sont, que personne ne s’épouvante, un peu francisés. Les Écoles de Langues en Espagne ne récoltent pas des Anglophiles ; ne récoltent pas des germanophiles. Qui sait…

        Étant établi que l’École de Langues de Valencia est l’une des deux options de certifier la condition de francophone aux candidats intéressés, prenons les donnés de la dernière averse.

          Or les niveaux de certification qu’on y accorde en français sont,. par ordre croissant . A2, B1, B2, C1 et C2.

          En A2, il y a eu 460 candidats inscrits, dont 382 s’y sont présentés et desquels 199 ont réussi. Ça fait 52,10% de réussite.

         En B1, sur 345 candidats inscrits, 285 s’y sont présentés, dont 135 ont réussi. Donc 47,4% de réussite.

        En B2, 244 étaient inscrits, 213 candidats s’y sont présentés dont 101 ont réussi. Ça fait 47,4% de réussite.

         En C1, moins d’un 50% des candidats ont réussi.

      En C2, les élus, ceux qui, paraphrasant Groucho Marx, ont acquis leur plut haut niveau d’incompétence… Trêve de blagues!. Sur la liste, ils étaient du départ 55 candidats dont 25 élèves officiels et présentiels  contre 30 non officiels. Cinq d’eux ont égaré le chemin et n’y se sont présentés que 50. Après avoir été jugés en quatre compétences, à savoir: compréhension orale; compréhension lectrice, dite écrite; expression orale et expression écrite par sages professeurs, le verdict a été celui qui suit: 31 candidats ont réussi, soit 62%. Un assez haut pourcentage. Faut-t-il ajouter, que les candidats collés auront une deuxième chance en Septembre.

     De toutes ces donnés l’on peut extraire en guise de corolaire que quand l’on se soumet, volontaire, à la plus haute exigence de la langue, majeur est l’amour qu’on y professe, redoublé est l’engagement…

    Le niveau C2 était aussi offert en anglais et en valencien. En anglais, parmi 189 candidats présentés, 73 ont réussi, soit 38%. En valencien, langue autochtone des lieux, parmi 292 candidats présentés, seulement 87 ont réussi, soit un faible 29,8 %.

        Le valencien, que ce rédigeur de cahiers de bord, mené de son hardiesse, compare au français, a eu, sous prétexte de promotion, la malchance d’être inclus sur la liste des langues profitables. Des langues dont sa maîtrise, l’on doit forcément démontrer moyennant le plus grand diplôme possible.

         On a le plaisir d’ajouter, en concluant, que les piliers de la francophonie à Valencia de la dernière averse seront en Septembre au nombre d’entre trente et quarante individus, devenus des cariatides qui subiront le poids de ce temple fastueux.

LES-PILIERS-DE-LA-FRANCOPHONIE-web

      Postscriptum premier: Les professeurs de français de L’École de Langues de Valencia, on ne les a pas tous connus, mais ceux qu’on a connus sont la fleur des pois.

         Deuxième postscriptum: Le cours de préparation et le niveau de certification C1 de français a été offert, pour la première fois sous formule expérimentale, l’année scolaire 2014-2015. Le cours de préparation et le niveau de certification C2 a été offert, pour la première fois sous formule expérimentale l’année scolaire 2015-2016. Par conséquent à peu près 25 braves gens ont joué pendant deux années de rôle de cobayes en testant un nouveau produit.

Manuel de Français

Pour connaître l’histoire : LA FRANCE N’EST PAS UN HEXAGON, MAIS UN HEPTAGON OU UN OCTOGONES, cliquez sur le lien:

http://blog.msal-delinea.com/category/en-francais/

Alberto Cortez en el Olympia (de Valencia). Junio de 2016

            Alberto Cortez en el Olympia (de Valencia). Junio de 2016

     ALBERTO-CORTEZ-1      

            Era miércoles 29 de junio. Verano. En Valencia. Los que amablemente siguen estas crónicas del alma saben de la turbación ante el hecho de entrar en un teatro a plena luz del día, todavía con gafas oscuras. Pero el horario de inspiración europea parece haberse instalado a perpetuidad.

            Como siempre asistimos al espectáculo siempre gratificante de llegar nada más abrir las puertas, para así contemplar cómo, una vez más, el teatro se va llenando de público. Los viejos artistas tienen todavía predicamento. Asistimos a una época en que éstos son muy longevos artísticamente. En el público, este redactor de bitácoras reconoció  a los jóvenes de cuando él era niño; esos jóvenes quizás algo más sensibles que protegían sus tímpanos de la exposición a los decibelios de otras opciones musicales. Por lo que se deduce llegan con una aceptable salud auditiva para dejarse seducir con la palabra cantada y con la canción dicha.

         El telón se levantaba con apenas unos minutos de demora sobre la hora anunciada: 8.30, al tiempo que una voz poderosa, la suya, se arrancaba con los versos:

               Viento, campos y caminos… distancia,
               Qué cantidad de recuerdos

       El telón dejaba ver primero al anciano cantor sedente sobre un sillón orejero… El público tras una fracción de estupor correspondió con su aplauso de bienvenida…

                 de infancia, amores y amigos… distancia,
                 que se han quedado tan lejos.

       El telón totalmente abierto dejaba ver un escenario intimista: piano y pianista; sillón y cantor; atril y libro de letras…

                  Entre las calles amigas… distancia
                  del viejo y querido pueblo
                  donde se abrieron mis ojos… distancia,
                  donde jugué de pequeño.

       Y sonaron los acordes y con ellos los versos finales:

                   Un corazón sin distancia quisiera para volver a mi pueblo.

       ”Para volver a mi pueblo.” ¿Casualidad en la elección del tema de arranque del concierto o intención bien hilvanada? En efecto, era un regreso. La anterior cita, última que el escribidor recuerda con el público valenciano, fue años ha, en la misma sala, en compañía del gran ausente Facundo Cabral que una balacera criminal silenció para siempre en Guatemala. Quizás haya habido otras, pero queremos destacar esta como homenaje a otro gran cantor asilvestrado y que nadie recordó en nuestra querida “Madre Patria”. El aplauso sobrevenido a la primera pieza entregada no fue sino el preludio de otros que llegaron después.

      ALBERTO-CORTEZ-2 Pronunció cortos parlamentos entre canción y canción, pocos para la dialéctica fluida atribuida a los argentinos. Evocó cortos pasajes pretéritos, cantó algunas de sus canciones más conocidas: Te llegará una Rosa, El Abuelo… Composiciones propias, cantadas con otro tempo, con la sola compañía de un pianista enorme, de la tierra —dijo en uno de los parlamentos. También tuvo un recuerdo para Miguel Hernández con su Nanas de la cebolla, versos que él musicara en tiempos de carnes prietas y que prestara a su amigo Joan Manuel Serrat. A veces, entre canción y canción, acudía un muchacho solícito a cambiar la hoja del libro sobre el atril. El poeta cantor pidió disculpas por cantar sentado, condición a la que se veía obligado tras una caída tonta y una operación desafortunada. Continuó alegando que en cualquier caso mientras le quedara un poco de voz para cantarles a ustedes… Se produjo lo esperado; el público ya entregado, rompió en aplausos.

       Es cosa común, que este escribidor ha colegido, que todo cantor argentino de talla rinde en algún momento homenaje, ora a Gardel, ora a Atahualpa Yupanqui, incluso a ambos. Cortez, por la temática de sus canciones, siempre más próximo a Atahualpa que al Mago, recordó la canción arriera, sencilla de texto, pero profunda de sentimiento: Los Ejes de mi Carreta.

    ALBERTO-CORTEZ-3   Se permitió, su sempiterno ejercicio de pequeña vanidad, dejando caer el micrófono al suelo, cantando a capela una de sus más célebres composiciones. Con Castillos en el Aire quiso despedirse, y llegando al final cuando se cuestiona sobre la posibilidad o no de volar, invitó al público a convocar, con movimiento colectivo de brazos, una corriente de aire que lo hiciera levitar. En este punto, la ironía cobraba especial significado: levitar al que caminar no puede.

       Finalmente tuvo una levitación asistida; el pianista a su diestra y el asistente a su siniestra, entre los dos lo mantuvieron en bipedestación, dando cuenta de su enorme estatura: casi dos metros. Su talla como artista ya había sido demostrada.

          ALBERTO-CORTEZ-4  El Morocho del Abasto