UNE ANNÉE INCONTOURNABLE. Le Règne des C2 de Français.

 

UNE ANNÉE INCONTOURNABLE.  Le Règne des C2 de Français.

AMAYA-CUADRO-COMPLETO-CON-FIRMA-WEBToute ressemblance avec des personnes existantes ou ayant existé est purement fortuite.

Le Règne des C2 de la première averse des C2 de français des Espagnes est prêt à se terminer. D’autres viendront avec leur couronne, plus ou moins préparés ; seulement, ils ne seront pas les premiers. Combien en seront-ils ? Peu importe ! Et en plus, cela a-t-il l’importance, être les premiers ? Ce n’est point une course ! Et enfin, outre que pour la satisfaction personnelle, ça ne sert à rien de pratique.

On ne peut même pas exhiber ce  diplôme ailleurs nos frontières. Et dans les nôtres ? Est-ce que ça sert à quelque chose dire : Moi, j’appartiens au Règne des Francophones espagnoles ?

Personne n’y attache aucune importance. Ni M. Hollande, ni son tout-puissant Ministre Valls n’ont proposé nulle réception…

L’importance donc, est chose de l’intérieur ; affaire de l’âme. Fierté d’appartenir à un groupe réduit. Groupe, si censé de devenir plus nombreux, ces derniers venus, ne feront que s’ajouter au noyau fondateur ; aux pionniers. Par conséquent, cet article n’est qu’un exercice de fierté ; de nombrilisme.

Et cet écrit se termine comme il a commencé : Toute ressemblance avec des personnes existantes ou ayant existé es purement fortuite.

Le Règne en images :


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As Sessenta e nove mais Dez da Língua Portuguesa.

      As Sessenta e nove mais Dez da Língua Portuguesa.

CAPÉU-DE-CHUVA-POR-MANUEL-GEOMETRA

Não peço desculpas porque ainda não ofendi. A primeira impressão de um espanhol  com a língua portuguesa é que é uma língua primitiva. Como quando crianças falamos mal o nosso espanhol. Agora sim, se ofendi peço desculpas. Depois, às vezes, não sempre, mas às vezes descubro uma língua sofisticada, aliás, caprichosa, mas sempre divertida. Posso dizer que gosto de português.

Agora, vou escrever as setenta e nove (sessenta e nove mais dez) pérolas do português do primeiro quadrimestre do primeiro ano. Não é sempre o mais importante, mas o importante também pode estar. É uma seleção muito pessoal.               Pois vamos lá.

 

As Sessenta e nove

1.         O primeiro dia é a segunda-feira. (Não esta mal, não esta?)
Terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira. Sábado e domingo.
Não há primeira-feira!

2.         Chamo-me Manuel /sou o Manuel. E o senhor, como se chama? / Como é que se        chama?

3.         Eu vou lá ter. (esp. ya voy)

4.         Eu sou viúvo.

5.         Além disso. (esp. además)

6.         O que gosta de fazer nos tempos livres?

7.         Gostamos de conhecer as pessoas do formoso mondo. (*)

8.         A Revolução dos Cravos. (*)

9.         As minhas desculpas.

10.       Levantar dinheiro. (esp. sacar dentro)

11.       Um lápis, uma lapiseira (esp. un lápiz, un portaminas) (cat. val. un llápis =una                     llapisera)

12        Puxador, puxe, empurre. (esp. maneta/manivela, tire, empuje)

13.       Talheres: faca, garfo, colher (não traduzo).

14.       Uma imperial, duas imperiais, um fino. (O maravilhoso mondo da cerveja)

15        Escovo os dentes com a escova de dente.

16.       Candeeiro (Todo o que faz luz é um candeeiro, economia da língua).

17.       Bom dia faça o favor de dizer.

18.       Melhor fico no aeroporto! (**)

20.       Adeusinho!

21        O que está a fazer? Esta a dormir.

22        Quem não arrisca não petisca. (*) (esp. quien no arriesga no gana) Petiscar (esp.              picar,            tomar picaditas).

23.       Presunto (esp. jamón) (presunto… lo que nos sirven cuando pedimos jamón                       ibérico)

24.       Uma chávena (esp. una taza) um carioca de limão (agua caliente con rodaja de                limón,   me recuerda una aventura de Astérix que algún día contaré)

25.       Queixo, queijo – doce, marmelada (esp. quijada, queso – mermelada, mermelada                 de     membrillo)

26.       Que horas são? São onzehoras. É uma hora.

27.       Magoar-se, magoado, mágoa. (esp. lastimarse, lastimado, dolor/pena del alma).

28.       Ir ter com alguém. (esp. ir al encuentro de alguien).

29 .      Todo (adjetivo / advérbio) Tudo (pronome)

30.       No entanto (esp. sin embargo)

31.       Por volta das oito / dez, sete… (esp. alrededor de las ocho…)

32        Salsa (esp. perejil), Molho (esp. salsa)

33        Ela ressona (esp. ronca)

34.       Animais de estimação (esp. animales de compañía)

35.       Parvoíces dos políticos (não traduzo)

36.       Todos (palavra mágica) (*)

37        À crase, ã til, á acento agudo, â acento circunflexo.

38.       A ementa, a lista.

39.       Isto é canja (esp. es muy fácil)

40.       Ontem, hoje, amanhã

41.       Troco já!

42.       Onde fica o mondo?

Eu fico duas noites no hotel. O hotel fica no bairro alto. O bairro alto fica na cidade.                A  cidade fica no pais. O pais fica no continente. O continente fica no mondo.

43.       Estou a falar.

44.       Combino com os meus amigos.

45.       Lembrar-se ≠ esquecer-se

46.       Quanto é? Quanto custa? Qual é o preço?

47.       O lusco-fusco (esp. ~penumbra)

48.       Eu convido  a Ágata. Eu convido o João. (não à Ágata, não ao João)

50.       quanto tempo que a Sagrario mora em Valência?

51.       Desde quando é que a Sagrario mora em Valência?

52        Pelos quatro cantos do mondo (*)

53.       Arranjas-te rápido? Também te arranjas? Arranjas-te também rápido? (Os                           mistérios do também)

54.       Aos domingos descansamos.

55.       No domingo passado não descansamos.

56.       Às segundas tenho aulas.

57.       Na segunda próxima combino com amigos.

58.       Aos sábados levanto-me tarde.

59.       No sábado próximo vamos fazer mergulhos.

60.       Tenho que cozinhar = Tenho de cozinhar.

61.       Grande – maior enorme /máximo. Pequeno – mais pequeno – mínimo. Bom / boa –                melhor – ótimo. mau / má – pior – péssimo. Fácil – facílimo – ? Difícil – dificílimo – ?               Giro –  giríssimo – ? Muito – melhor / mais – muitíssimo.

62.       Tarde ≠ cedo.

63.       Longe ≠ perto

64.       Curto ≠ comprido

65.       Largo ≠ estreito

66.       Ótimo, bairro, gaivota. (Simpático como quando fomos crianças)

67.       Vou à casa e pego num chapéu de chuva.Vou para casa e deito-me.

68        Saio de casa

69.       Chego ao trabalho.

 

As Dez Pérolas.

70.       Um chapéu de Chuva.

71.       Um  guarda fatos, um armário embutido.

72.       Conosco (esp. con nosotros)

73        Em dinheiro. A dinheiro vivo.

74.       Não faz mal. Desculpe! Se faz favor. Obrigado! Obrigado eu!

75.       Apanhar – ir.

Eu apanho: o autocarro, o comboio, o metro o elétrico a bicicleta, a trotineta…

Todo o que apanho vou:

Vou de carro                mas vou no carro do Rui (***).
Vou de metro               mas vou no metro nº 5.
Vou de bicicleta           mas vou na bicicleta da Mafalda.(***)

Como o pé, eu não posso apanhar, acho eu:

Vou a
Vou a cavalo (Posso apanhar o cavalo?)

76.       Todos os anos. Às vezes

77.       Está calor aqui, não está? Não tens vinte anos, pois não?

78.       Um espanhol acha:

Quase qualquer português tem um escritório e ao interior uma secretária. Então,                 não são tão pobrinhos , pois não? Segundo então: A secretária é pequena, mais                 pequena ou mínima.

79.       Como conheço bem o que tomo de manhã, não tomo um pequeno-almoço; tomo o               pequeno almoço.

Querem mais alguma coisa?

 

Manuel de Portugal.

ALGUNOS AMIGOS PODEMITAS

                                                         ALGUNOS AMIGOSPODEMITAS

 

morado            Después de escrito, este título me recuerda al de la célebre película de Rob Reiner, Algunos Hombres Buenos. Pero no es esa mi evocación. No es que a los que ahora voy a aludir no sean buenos, que lo son y mucho, mas no por pertenecer a la órbita Podemita, es más; a pesar de esta pertenencia. Lo son por su personalidad, por su talante, por sus valores; por ser amigos, aunque estén teñidos de morado.

            No sólo no ocultan su coqueteo con la Obra, sino que no tienen reparo alguno en pregonarlo en la Plaza Mayor; así pues nadie se ofenderá si aquí publico sus gracias: Le Grand Maître y el Gran Visir. Ambos grandes, como pueden deducir.

            Resulta que trataba de quedar con ellos para almorzar y para comer. No el mismo día, ni con los dos a la vez. Por separado. No obstante, esta sencilla frase que abre el párrafo merece alguna aclaración. Almorzar, es el término que usa la gente de calidad, léase fina, para la comida del mediodía, que en nuestra querida Patria, disculpen quería decir país, oscila entre las 13,30 y las 16,00 horas. Así pues, almuerzo para los más delicados y comida para el resto. ¿En todos los sitios? ¡No! En la provincia de Valencia, quizás en toda la comunidad y acaso en el área de influencia de Levante, extensión de territorio a determinar, hacemos las dos cosas. Almorzamos y comemos. El almuerzo se hace a media mañana: entre las 10,00 y las 12,00 y la comida ya se ha dicho. No piensen los no iniciados que los intervalos horarios marcan la duración, aunque podría ocurrir, sino el rango horario dentro del cual se produce cada colación.

            Resulta también que el proyecto de almuerzo era con el Gran Visir y el proyecto de comida con Le Grand Maître. Lo intenté, con ambos para la semana que, como otras, empezaba en lunes y acababa, también como otras, en domingo. Pero este domingo a diferencia de otros, era el Domingo; el de las Elecciones Generales. Ambos me pospusieron el ágape. No le di mayor trascendencia, pues son cosas que pasan. Pero al poco caí en la cuenta, y elucubré, perversión reconocida:”¿ No será que quieren hacer del evento una celebración del Advenimiento del Ungido?”

            Deduje que el aplazamiento sería para primerísimos de semana, pero no: lo volvieron a aplazar.

            No les insisto más, comprendo que estén bajos de moral.

             El Morocho del Abasto

Paco Ibáñez à l’Olympia (de Valencia). Mayo de 2016

Paco Ibáñez à l’Olympia (de Valencia). Mayo de 2016

           

 PACO-IBAÑEZ-À-L'OLYMPIA-(DE-VALENCIA)-0           Los horarios de inspiración europea parece haberse instalado ya a perpetuidad en nuestro globalizado país, incluso en la libertina Valencia tan trasnochadora, según fama. Entrar a las ocho de la tarde en un teatro, con la estación primaveral bien adelantada, en la luminosa ciudad, produce una sensación inquietante, como de no haber concluido el ciclo del día. El fan entregado  transita del sol, aunque oblicuo, siempre poderoso, a la penumbra rojiza sin más transición que la del vestíbulo de entrada.

     “Al menos es un teatro”, razona nuestro corifeo. Hay una tendencia denigrante a programar actuaciones de artistas melódicos en pabellones de deportes y otros locales impropios. Aprobado el local, no quedaba sino comprobar el vaticinio apriorístico. No defraudó: algún exjefe de estudios, viejos estudiantes, el abanderado de la ciudad anfitriona…; reductos de la gauche divine.

(ESTE ARTICULO SE ESTA ESCRIBIENDO, AUNQUE INCONCLUSO, SE HA DECIDIDO DAR ESTE ADELANTO)

TAMBIEN DECIDIMOS RETIRARNOS A DESCANSAR, ACASO TRAS EL REPOSO VUUELVA LA INSPIRACION.

ABDUCTION DANS LE SÉBASTOPOL. (SUITE)

ABDUCTION DANS LE SÉBASTOPOL. (SUITE)

(Deuxième partie, il n’ya jamais deux sans trois)

(Je vous recommande de lire le volet précédant qui se trouve à la suite de celui-ci.)

Boulevard_de_Sebastopo-webIl avança, plutôt attiré par une force étrangère à lui que par celle du rejet qu’il venait de souffrir. Sa démarche avait perdu l’allégresse du début, aussi son esprit. Mais il marchait, même si sa volonté ne s’y attachait guère. Cette force l’achemina vers un bout inconnu. Les promeneurs, hommes seuls, l’adressaient, au passage, un sourire malicieux. Un groupe sinistre d’hommes, l’on dirait se livrant à une mystérieuse industrie, occupait le centre de la chaussée sous la lumière jaunâtre d’un réverbère trémulant. Ils s’écartèrent le minimum nécessaire.

Il eut le sentiment de franchir une sorte de douane où les douaniers l’avaient ouvert un étroit couloir qui se boucla derrière lui. Au-delà, le brouillard  semblait émerger  du sol, des joints du pavé. Les réverbères, ici plus faibles, avaient du mal à le percer. Une ampoule versait sa lumière laiteuse sur le seuil d’une portière… Une braise de cigarette émergea  suivie d’une femme sur des hauts talons en négligée noire. C’était le pays des femmes au seuil.

Elles, obséquieuses l’invitaient, en s’appuyant  sur des gestes impudents, à traverser ce rideau laiteux. L’imaginaire de cette éventualité n’entraînait nulle stimulation; bien au contraire, il exprima un dégout effroyable qui le mena, à les ignorer, de crainte qu’on ne l’eût pris pour un niais. Mais cette succession de sentinelles avait l’air de ne s’achever  jamais…

FILLES-DE-SEBASTOPOL-WEBSoudain l’une d’elles, la plus moche, une créature de cauchemar, une vraie dinde s’installa sur ses deux jambes comme poutres au milieu de la ligne  droite et invisible du promeneur. Il essaya d’éviter la collision fatale, mais la créature fit de son mieux pour la provoquer. Comme le cycliste qui a beau éviter la pierre, il l’atteindra… Sans la regarder, il fit sortir sa main droite de la poche dont elle se réfugiait. Mais lorsqu’une main sans contrôle s’avance d’un maître aveugle, le heurtement   survenu devient imprédictible. Celle-ci atterrît sur une matière molle ; le sein droit  de la femme-obstacle.

—Ah comme monsieur s’y connaît en femmes ! Venez avec moi mon chou, je vous ferai la connaissance de mon autre joli sein.

Et en disant ça, elle le prît du bras et l’entrainait vers un cabaret borgne.

Une répugnance extrême le fit tressaillir, mais il eut du mal à se délivrer de la pression des griffes noircies de la matrone. Finalement, il parvint à s’échapper, suivi des injures, l’on dirait de criailles de paon. Il n’avait fait que dix pas, lorsqu’un type à l’allure d’un maquereau rouge, telle était la couleur du complet serré dont il s’habillât, émergea soudain, comme par sorcellerie, et l’invita à une halte.

—Monsieur, ne soyez pas si pressé, fit le maquereau, je vous en prie.

Le promeneur s’arrêta étourdi; plus étonné de la couleur de son habit que de l’ordre reçue.

—Monsieur, continua le maquereau, ce n’est pas élégant chez un honnête homme comme vous, toucher la marchandise et prendre la fuite.

Puis il sortit un petit calepin et un crayon dont il suça le bout.

—Voyons, la maison a ses règles et ses tarifs. Un attouchement…

Tandis l’honnête homme demeurait attentif au bottines dont le singulier personnage se chaussait.

—Voici, comme je vous disais, un attouchement ça fait 40 Euros.

« Elles sont vraiment jolies ces bottines. Et merveilleusement bien cirées », pensa le promeneur.

—Mais 10 Euros de plus et vous pouvez avoir le service complet, monsieur. C’est l’offre du jour.

Le récepteur continua d’admirer les bottines. Il eut même la tentation, une petite perversion, de mettre sa semelle sur elles. «Quel sera ce cirage»?, pensa-t-il.

—Allez donc monsieur  parlez, fit le maquereau.

—Bon c’est un peu cher, mon brave-homme, mais faut-il reconnaître qu’elles sont merveilleuses…

—Je m’en doutais, Scieur, tout de suite je vous ai pris pour un connaisseur.

Comme le promeneur ne faisait le moindre semblant de tirer son portefeuille, le maquereau eut l’obligeance de continuer sa causerie.

—En plus, mon cher monsieur, voyez- vous comme elle pleure ; elle est délicate cette fille…

En effet, la matrone faisait des hoquets pour corroborer les mots de son maitre, deux brigands faisaient l’escorte de celui-ci et notre promeneur arrêté, tout simplement, admirait encore la lueur des bottines qui émergeaient  des jambes de son pantalon vermeil.

Ébloui toujours, comme il vit que le parleur écrivait quelques mots dans son calepin, l’homme qui n’avait point entendu les paroles, mais la musique, tira son portefeuille et découvrit un billet de banque tout à fait nouveau, comme récent sortie de l’imprimerie.

—Votre feuille du calepin, d’abord s’il vous plaît, fit le promeneur.

Étonné de cette demande, le proxénète fit semblant de refuser, mais il appartenait  à ce genre qui se résume comme il suit: billet de banque que je vois, billet convoité. Les brigands se mirent en alerte de crainte d’une mauvaise plaisanterie. Mais le maquereau rouge les soulagea d’un geste, arracha la feuille de son calepin et puis au promeneur:

—Voilà votre feuille, mon maître.

Le maître interpellé prit la feuille, l’empocha et en équitable échange, il offrit un billet de cinquante Euros. Puis il se souvint d’un chiffre: 40 Euros.

—Pour vous la monnaie, mon brave homme.

En disant cela il fit demi-tour.

Comme la stupidité, parfois, provoque l’hilarité, tous les quatre: la vielle fille, le maquereau et les brigands éclatèrent de rire.

Ce demi-tour fut le début d’une rébellion intérieure, encore faible, contre cette puissance qui l’avait plongé dans ce milieu. Cette transition fut rompue par une voix claire mais implorante.

—Monsieur, arrêtez vous!

“Une nouvelle demande d’arrêt, pardi”, pensa l’homme.

Le spectacle d’effraya: Une fille fraîche, forte de charpente et de poitrine, courait après lui. Plus étonnant: ses deux seins dans ses mains, elle les offrait.

—Monsieur, suivit la fille, je ne suis point comme celle vieille casserole; venez, touchez! si telle est votre plaisir.

Les yeux épouvantés de l’homme voyageaient de l’exubérance offerte au visage de la jeune femme.

—Ah non, mon Dieu, arrache-moi les yeux…

 (À suivre)

Manuel de Français

Borges et les lectures obligatoires.

Borges et les lectures obligatoires.

Il y avait une fois en Espagne un grand journaliste qui fut locuteur de radio et qui surtout à la télé à mené un programme exemple et témoin d’une façon de faire télé, par malheur disparue à jamais. L’homme était Joaquin Soler Serrano et le programme A fondo, (À fond) en français. Le format le plus élémentaire de tous, valable pour la radio et pour la télévision dont la parole respectueuse est protagoniste, bref, le genre interview. De nos jours on entend dire que les journalistes ne sont plus ceux de jadis. Certes ou non. Mais, et les personnages à interviewer ? Voici une petite liste d’interviewés : Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Miguel Delibes, Josep Pla, Ernesto Sábato, Juan Rulfo, Camilo José Cela, Gabriel Celaya, Rafael Alberti, Salvador Dali et quelques autres. Tous personnages énormes, uniques, singuliers à la conversation intéressante. Entre le présentateur et l’invité : un cendrier sur un piédestal majestueux. C’étaient les années 70 et 80.

Le maitre Borges y a été invité deux fois : 1976 et 1980. Dans la première il a fait à mon avis des révélations extraordinaires. La première qu’il trouve l’allemand, une très belle langue ayant des voyelles ouvertes comme l’espagnol, pas comme l’anglais une langue de demie-voyelles. Le français il l’avait trouvé dans son chemin mais il ne l’aimait plus à case de son accent. Parmi ces quatre langues mentionnés, trois l’avaient choisi (elles à lui). A savoir : l’espagnol et l’anglais ses langues maternelles, le français langue de quelques de ses études, mais c’était lui qui est allé à la recherche de l’allemand, à cause de la beauté de ses sons.

La deuxième chose à réfléchir c’est quand il déclare que malgré son faible amour pour la langue française, sa littérature doit être des meilleures. En effet si l’on pense à Allemagne avec une certaine  erreur on peut dire Goethe et c’est tout ; Espagne et Cervantes (Cervantès), l’Angleterre et Shakespeare. Mais penser en France et dire Hugo, cela ne suffit ; dire Voltaire, non plus ; La Chanson de Roland, la même chose ; Verlaine pas non plus, Flaubert…

Voilà les grands auteurs de quelques langues. Ils doivent être connus dès l’école bien sur. Mais comment agir ? Faut-il demander des lectures obligatoires ? Doit-on conseiller le texte intégral ? Mon expérience directe et indirecte me dit qu’œuvres capitales comme Don Quijote (Don Quichotte) de Cervantes (Cervantès) où les Misérables de Victor Hugo, on n’a pas le droit de les imposer. Question de difficulté ? Parfois, mais surtout question de quantité, d’épaisseur.

Je collige que le professeur de littérature devrait choisir des passages bien attirants pour subjuguer, pour engager l’élève pour des recherches personnels, et pourquoi pas pour qu’ils comme un exercice de choix individuel demandent leurs parents de leur acheter l’œuvre immortelle. N’oublions pas que d’habitude les classiques en édition poche sont très bon marché.

L’œuvre adaptée ou abrévié je ne la conçois que pour des éditions infantiles.

Je me souviens de beaux moments de mon adolescence où le professeur ayant une diction convenable nous lisait des passages de chefs d’œuvre qui furent le germe de quelques achats futurs.

Est-ce que les professeurs lisent encore aux élèves ?

Manuel de Français

À propos des Haïkus et de l’École de Langues de Valencia.

À propos des Haïkus et de l’École de Langues de Valencia.

Qu’est-ce qu’un Haïku ?, je me demandais il ya a une semaine. Après j’ai participé à un concours de Haïkus et je me demande encore, qu’est-ce qu’un Haïku? On m’a appris qu’il s’agit d’une variable poétique japonaise très brève, de trois vers et dix-sept syllabes dont le premier vers en aura cinq, le deuxième sept et le dernier, cinq. Mais on ajoute que cela n’est pas d’une grande rigueur quant au syllabes mais sur le nombre des vers il n’ya pas de discussion. Les vers ne doivent observer nulle rime ni le langage doit être soigné en excès. Voilà les constants de nos jours quant au langage: Brièveté et pas de soin.

Évidement l’occidentalisation du concept, même de l’esprit, sans m’y connaitre rien de la culture ni de la langue japonaise me fait penser que quelque chose s’est perdu dans le chemin. Parler de syllabes s’est le plus équivalent des mores japonaises, une découpure plus subtile et mince du son qu’une syllabe occidentale.

En plus le Haïku ne se contente pas de décrire les choses, il nécessite le détachement de l’auteur. Il traduit le plus souvent une sensation. Il est comme une sorte d’instantané. Il n’exclut cependant pas l’humour, les figures de style, mais tout cela doit être utilisé avec parcimonie. Il doit pouvoir se lire en une seule respiration et de préférence à voix haute. Il incite à la réflexion. Il est préférable de le lire deux fois afin d’en saisir complètement le sens et la subtilité.(*).

Je trouve que cet état de l’esprit n’est point propre des européens soit du nord ou du sud ; qu’il faut s’entrainer et se discipliner pour essayer tout simplement d’émuler un état étrange à nous. C’est bon connaître cette idiosyncrasie orientale, mais, et voilà ma réflexion : Faut-il importer absolument tout ? Faut-il soumettre nos belles langues à cette contrainte ?

L’école de Langues de Valencia (E.O.I) Escuela Oficial de Idiomas en espagnol, a organisé un concours de Haïkus dans toutes les langues qu’on y peut étudier, à savoir : le français, l’anglais, l’allemand, l’espagnol pour des étrangers, le valencien-catalan, l’italien, le russe, le portugais, le chinois et l’arabe. Malgré mes diatribes du paragraphe antérieur, moi, j’y ai modestement participé. Français et allemand. La première dont j’ai une connaissance acceptable sans grande euphorie et l’autre, une langue que j’étudie mais que je ne suis pas encore arrivé à comprendre son essence.

D’abord je trouve bizarre proposer un model littéraire propre d’un pays dont on n’offre pas l’apprentissage de sa langue. Malgré ça, à mon avis il y a eu une participation acceptable. Si bien le model choisi est le minimum, néanmoins suppose un petit effort ; une partie des Haïkus étaient même décorés. Par contre, si l’on compte en pourcentages la participation a été baisse.

Gewinnerin (auf Deutsch)

La façon de voter les compositions nous transporte aux votations de l’Eurovision. Paraît-il que les professeurs de chaque langue votaient ceux de leur compétence et aussi les élèves pouvaient voter (comme en Eurovision) ceux des langues où ils sont inscrits.

Mein Haiku (auf Deutsch)

On a fait la lecture des vainqueurs en acte solennel  avec la présence de presque la moitié d’entre eux (ce qui donne à penser) et quelques-uns plus. Très peu de gens y ont assisté m’a-t-on informé.

Gagneuse (en français)

Aux vainqueurs en général mes félicitations ; à la gagneuse  d’allemand félicitations aussi, mon niveau de lange ne me permets pas évaluer si elle a été digne rivale, quand même son haïku semble un peu long.

Le mien (en français)

À la gagneuse de français mes félicitations aussi ; elle a beaucoup d’amis.

(*) Extrait d’un article de Wikipedia dont on cite : L’art du haïku, pour une philosophie de l’instant, textes de Vincent Brochard et Pascale Senk, collection l’esprit d’ouverture chez Belfond

Postscriptum. Pour une prochaine édition je propose faire un concours de Soleás. La soleá  est une composition lyrique d’origine andalouse, de trois vers aussi, octosyllabes, dont le premier et le troisième riment en assonante ; le deuxième évidemment reste libre. D’habitude expriment des sentiments tels que la solitude et la déception.   

Manuel de Français